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5 fatos sobre Barbora Skrlová, que inspirou o filme A Órfã

Em um caso cruel que envolveu canibalismo e tortura, uma mulher viveu anos sob uma identidade falsa e tornou-se objeto de uma das produções mais clássicas do cinema

Alana Sousa Publicado em 02/08/2020, às 10h00

Montagem de Barbora Skrlová e uma cena do filme A Órfã (2009)
Montagem de Barbora Skrlová e uma cena do filme A Órfã (2009) - Divulgação

1. Perturbações psicológicas

Barbora Skrlová sofria de uma doença chamada hipopituitarismo, que a deixava com uma aparência muito mais jovem do que sua verdadeira idade. Por isso, passou seus primeiros anos frequentando consultas médicas, pois, não só sua condição era rara, como sua saúde era frágil.

Barbora em imagem pessoal / Crédito: Divulgação

 

Conforme foi envelhecendo, começou a apresentar um comportamento cada vez mais agressivo, então, foi direcionada a um tratamento psiquiátrico. Lá foi comprovado sua grave perturbação de identidade, além do caráter violento. Entretanto, aos 18 anos, cansada de sua vida, decidiu fugir.


2. Katerina e Klara Mauerova

Na faculdade, conheceu as irmãs Katerina e Klara Mauerova. As duas mulheres eram extremamente religiosas, acreditando que estavam predestinadas a cumprir uma missão designada por Deus.

Contando uma história de que havia sido abusada por sua família, Barbora conseguiu que ambas a adotassem e levassem-na para morar com elas e com os dois filhos pequenos de Katerina, na cidade de Kurim, na República Checa. Mas o que parecia ser um presente divino para as irmãs Mauerova, logo se tornou em um pesadelo infernal no ano de 2007. As maiores vítimas viriam ser as crianças.


3. Tortura, canibalismo e cativeiro

Rapidamente após se mudar para a nova casa, Barbora começou a liberar seu lado mais sombrio em cima dos filhos de Katerina: Ondrej e Jakub. Para piorar, manipulou as duas irmãs a participarem de atos terríveis de tortura contra as crianças.

Katerina e os filhos antes das torturas / Crédito: Divulgação

 

Os meninos viviam em uma gaiola, aonde ficavam despidos o tempo inteiro. As três mulheres os deixavam passar fome e praticavam atos cruéis. Ondrej e Jakub levavam choques, eram queimados com bitucas de cigarro e passavam por sessões de afogamento. Em um episódio brutal, Klara cortou a perna de um dos garotos com uma faca, então, as criminosas comeram a carne humana na frente dos menores.


4. Descoberta macabra

Buscando ter ainda mais controle sobre os garotos, Barbora teve a ideia de instalar uma câmera de vigilância no local onde ficava a gaiola das crianças, Klara e Katerina aceitaram a sugestão. No entanto, vizinhos das psicopatas estavam, na mesma época, instalando uma babá eletrônica para cuidar de seu novo bebê. Por um engano na fiação, a câmera do casal apresentou uma filmagem não de seu recém-nascido, mas do cativeiro de Ondrej e Jakub. Assustados, chamaram a polícia.

As autoridades chegaram ao local e entraram na residência, deparando-se com um cenário macabro. Os meninos foram resgatados, mas um deles morreu devido aos maus tratos, o outro foi enviado para morar com os avós. Klara e Katerina foram presas em flagrante, enquanto Barbora fingiu ser uma menina de doze anos que também havia sido sequestrada pelas irmãs. Mais uma vez, conseguiu fugir.


5. Desfecho 

Alguns anos depois, Skrlová foi encontrada pela polícia na Noruega. Vivia com um casal que a havia adotado, pensando que ela era um menino de 13 anos abandonado, assim ganhou o nome Adam. Extraditada para a República Checa, enfrentou julgamento com as irmãs Mauerova.

Barbora quando foi encontrada na Noruega / Crédito: Divulgação

 

Condenadas, Katerina foi sentenciada a 10 anos de prisão, Klara a 9 anos e Barbora a apenas 5. Apesar das mulheres alegarem que estavam sendo vítimas de uma lavagem cerebral de Skrlová, foram vistas como as maiores culpadas do caso. Em 2011, a criminosa que inspirou o filme a Órfã recorreu na Justiça e conseguiu liberdade, hoje seu paradeiro é desconhecido.

 


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