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Artistas e renegados: 5 irmãos siameses e suas histórias curiosas

Muitas vezes renegados pelos próprios familiares, eles encontraram nas apresentações uma maneira de dar a volta por cima

Caio Tortamano Publicado em 06/09/2020, às 09h00

Os irmãos Chang e Eng deram origem ao nome de irmãos siameses
Os irmãos Chang e Eng deram origem ao nome de irmãos siameses - Wikimedia Commons

Gêmeos siameses geralmente são ligados por alguma região específica do corpo, variando de casos que intervenções cirúrgicas são suficientes para separá-los até situações em que um se torna dependente de seu irmão para que sobreviva. No passado, muitas dessas pessoas tiveram narrativas surpreendentes.

Conheça cinco casos históricos de irmãos siameses.

1. Chang e Eng

Talvez o caso mais emblemático de irmãos xifópagos (nomeação científica) tenha sido de Chang e Eng, dois meninos de origem chinesa que viviam na Tailândia. Eles foram vendidos pela mãe para servirem de atração em um show de 'aberrações' nos Estados Unidos. Por virem de Sião, eram introduzidos nos espetáculos como os Gêmeos Siameses, dando origem ao nome popular da condição.

Chang e Eng com filhos / Crédito: Getty Images

 

Durante as apresentações, era comum que os dois se despissem para provar, de fato, que eram interligados. Porém, com 21 anos os dois já não tinham mais laços com o circo. Assim, continuaram fazendo shows conta própria. Eles tiveram 21 filhos ao total e Eng morreu pouco depois de Chang, por causas aparentemente distintas.


2. Lucio e Simplicio Godina

Lucio e Simplicio nasceram nas Filipinas, mas aceitaram fazer parte de shows em Coney Island, nos Estados Unidos. Surpreendentemente, um supervisor da Sociedade do Brooklyn para a Prevenção da Crueldade contra as Crianças encontrou os dois meninos e abriu uma liminar contra o gerente do circo.

Os irmãos siameses Lucio e Simplicio Godina / Crédito: Divulgação

 

Passaram então para as mãos do estado americano, chegando até os ouvidos de um empresário das Filipinas, que lutou para ter a custódia dos meninos. Já com o pai adotivo, passaram a formar uma banda na sua terra natal, onde casaram com duas irmãs gêmeas idênticas. Assim, passaram a se apresentar mostrando a excentricidade dos casais. Eles morreram antes de completar 29 anos, após uma meningite.


3. Daisy e Violet Hilton

Assim como os outros nomes presentes na lista, Daisy e Violet eram duas irmãs nascidas na Inglaterra, que foram doadas pela mãe biológica para a parteira. Chamando atenção na juventude, a mãe adotiva lucrou bastante com a imagem das filhas, que participavam de apresentações musicais: uma tocava piano e a outra, violino.

As irmãs Hilton com os Meyers, seus pais adotivos / Crédito: Wikimedia Commons

 

Percorreram a Europa e os Estados Unidos com shows, este último país sendo o destino da dupla. Como consequência, construíram uma mansão no Texas com o dinheiro que conquistaram. Famosas, eram amigas de pessoas ilustres, como Harry Houdini, que participou de shows das jovens.

Depois de terem se emancipado da família, podendo viver com o próprio lucro, a vida começou a desandar. Embora tenham participado de filmes, como Chaines for Life, uma obra baseada na vida das duas, morreram sozinhas num trailer, por conta de um surto de gripe.


4. Giacomo e Giovanni Tocci

Os dois italianos tinham somente um par de pernas. A surpresa para o pai das crianças foi tamanho, que na hora do nascimento ele teve um colapso nervoso. Médicos de toda a Europa ficaram sabendo do caso e foram até a pequena cidade de Locana para observar e analisar os garotos. Depois de constatada a saúde, os pais, percebendo o interesse na história filhos, decidiram tornar Giacomo e Giovanni atrações.

Anúncios de exibições dos irmãos Tocci / Crédito: Wikimedia Commons

 

Passaram então a excursionar pelo continente, tudo em uma cadeira de rodas, já que o par de pernas não conseguia sustentar os dois corpos unidos. Eles tinham personalidades distintas e na adolescência sabiam falar italiano, alemão e francês.

Com diversas apresentações lucrativas, conseguiram se aposentar com apenas 20 anos de idade, fixando moradia em Veneza, onde viveram — de acordo com o Guinness World Records — até os 65 anos, se tornando os mais longevos siameses até 2014.


5. Ronnie e Donnie Galyon

O título mencionado acima, atualmente, pertence à dois irmãos nascidos nos Estados Unidos em 1951 que somente faleceram em 2020. Ronnie e Donnie representaram uma surpresa para a mãe da dupla, que não esperava gêmeos, muito menos ligados pelo esterno à virilha, compartilhando diversos órgãos internos. Rejeitados por escolas, foram educados em casa.

Gêmeos siameses Donnie e Ronnie Galyon / Crédito: Divulgação - Youtube

 

Para ganhar dinheiro, começaram a fazer apresentações ao redor dos Estados Unidos e  América Latina. Durante os anos 90, depois de terem se aposentado, apareceram em diversos canais televisivos e retomaram a atenção nacional, embora tenham compartilhado uma vida discreta, apesar dos shows. Faleceram em 2020, 68 anos, por falha cardíaca conjunta.


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