Curiosidades » Primeira Guerra

Conheça 4 grandes enfermeiras da Primeira Guerra Mundial

Durante o conflito, muitas foram as mulheres que saíram de casa para ajudar soldados

Izabel Duva Rapoport Publicado em 28/02/2021, às 09h00

Enfermeiras no internato Jean-Baptiste de la Salle, em Rouen, França
Enfermeiras no internato Jean-Baptiste de la Salle, em Rouen, França - Divulgação/ Imagens Europeana

Entre os homens que foram aos campos de batalha na Primeira Guerra Mundial, havia mulheres que lutavam também, mas pela vida dos soldados feridos.

Juntas, formaravam a linha de frente da enfermagem de um dos maiores conflitos do século 20 - e uma grande influência para a emancipação feminina na ciência do Planeta.

Confira abaixo quatro desses nomes. 

1. Estrela da esperança

Pelas aparições da rainha consorte da Romênia, Maria Alexandra Vitória, nas trincheiras, diante dos olhos dos soldados feridos pela guerra ou pela cólera, ela ficou conhecida como a “estrela da esperança”, cujo brilho se exaltava pelos trajes típicos das enfermeiras na época.

Crédito: Divulgação/ Imagens Europeana

 

Ela e suas filhas atuaram na linha de frente e tornaram-se bastante populares entre o povo romeno.

2. A primeira médica

Na França, entre os médicos chamados para atuar na guerra, estava Nicole Girard-Mangin – possivelmente um erro de interpretação do nome.

Crédito: Divulgação/ Imagens Europeana

 

Assim, ela se tornou a primeira médica do Exército Francês: com trabalho, mas sem patente oficial e salário ao nível das enfermeiras. Seu superior pedia sua remoção por ser mulher, mas ela se manteve até ser promovida a capitã.

3. Mártir da Guerra

No dia 16 de outubro de 1915, a enfermeira inglesa Edith Cavell dispensou a venda nos olhos e foi fuzilada por um pelotão de recrutas alemães.

Crédito: Divulgação/ Imagens Europeana

 

Acusada de traição por ajudar 200 soldados a escapar da Bélgica ocupada, ela foi condenada, tendo sua morte muito noticiada pela mídia internacional.

4. Coração de Portugal

Crédito: Divulgação/ Imagens Europeana

 

Maria Francisca Machado, filha do então presidente Bernardino Machado, era uma das “damas enfermeiras” mais conhecidas, cuja atuação levou o governo a criar, em 1918, as escolas de enfermagem de Lisboa e do Porto.