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Conheça a insólita síndrome que faz homens e mulheres terem dezenas de orgasmos todos os dias

O Transtorno da Excitação Genital Permanente (TEGP) é uma das mais raras existentes e afeta cerca de 500 pessoas em todo o mundo

Fabio Previdelli Publicado em 17/09/2019, às 15h37

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A síndrome da excitação pessoal persistente, também denominada de transtorno da excitação genital persistente (TEGP), afeta entre 400 e 500 pessoas, maioria mulheres, em todo o mundo. O distúrbio é descrito como uma fase de excitação genital que ocorre sem uma relação prévia e que pode durar por horas.

O fato pode até parecer engraçado ou prazeroso para alguns, mas a pessoas que sofrem com a doença alegam inúmeros momentos de constrangimento e vergonha, como explica Dale Decker, um dos primeiros homens diagnosticados com o transtorno: “Imagine a si mesmo nessa situação: é o enterro do seu pai e você está ajoelhado ao lado do caixão, se despedindo para sempre dele. De repente, tem nove orgasmos. Bem aí, com a família toda de pé atrás de você”.

Ainda não há um consenso sobre o que causa esse transtorno e nem como ele evolui. No caso de Dale, ele desenvolveu a síndrome quando sofreu uma pequena queda e feriu uma vertebra. Já Cara Anaya teve os primeiros indícios quando fazia compras. Tudo que ela via, cheirava ou tocava a deixava excitada, o clímax foi tão grande que ela chegou a cair no chão da loja: “foi um dos orgasmos mais intensos que já tive e sem nenhuma assistência. Eu estava assustada e confusa, apenas corri para fora da loja”.

Decker afirma que tem cerca de 100 orgasmos por dia, nas mais importunas situações cotidianas. “Não há nada prazeroso nisso porque apesar de se sentir fisicamente bem, você fica mal pelo que está acontecendo. A tal ponto que você não quer ter um orgasmo nunca mais”. Anaya diz que a situação a deixa exausta, mas ela nunca tem um descanso: “sei que virá outro nos próximos minutos ou segundos”.

A doença só foi diagnosticada na última década e ainda não há um tratamento efetivo para amenizar seus efeitos. Mas um estudo, com um único caso, identificou que a vareniclina (muito usado no tratamento de fumantes) pode interromper a onda de orgasmos. Alguns pacientes nos casos mais extremos costumam a desenvolver quadros de depressão.