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Do incesto ao punhal “extraterrestre”: 5 peculiaridades sobre a vida de Tutancâmon

O faraó menino ainda gera curiosidade entre pesquisadores, que tentam entender qual foi a causa da morte de Tut e se sua tumba também guarda os restos de Nefertiti

Isabela Barreiros Publicado em 07/12/2020, às 17h32

Máscara mortuária do rei Tut
Máscara mortuária do rei Tut - Getty Images

Tutancâmon é uma das figuras mais conhecidas do Egito Antigo até a atualidade. Ele morreu aos apenas 19 anos de idade e sua múmia permanece como uma das mais analisadas por cientistas ao redor do mundo. Com a descoberta de sua tumba em 1922, a curiosidade aumentou ainda mais.

Seu reinado como faraó, sua vida e suas peculiaridades chamaram a atenção de pesquisadores, que tentam investigar à fundo muitos aspectos ainda desconhecidos do período em que o faraó menino viveu. 

Pensando nisso, a Aventuras na História separou 5 peculiaridades sobre a vida de Tutancâmon. Confira!

1. Fruto de um incesto

Rosto mumificado do faraó / Crédito: Divulgação

 

Casamentos incestuosos eram uma prática comum no Egito Antigo, tornando-se até mesmo tradição entre as famílias faraônicas. Uma das causas apontadas para isso é que, a partir da concentração de poder em apenas um grupo de pessoas, elas poderiam fortalecer ainda mais o seu reinado.

É o caso de Tutancâmon. Ele foi fruto do relacionamento entre uma irmã do faraó Aquenáton e o próprio Aquenáton. Porém, o jovem rei sofreu as consequências dessa união: ele provavelmente desenvolveu deformidade equinovarus, que deixaram seus pés tortos devido à essa genética.


2. Rosto revelado

O corpo inteiro do faraó, com seu ferimento na perna  / Crédito: Divulgação

 

O faraó menino foi objeto de muitas pesquisas ao redor do mundo, com muitas tomografias computadorizadas sendo realizadas em sua múmia. Uma das mais importantes análises radiológicas realizadas no corpo de Tut foi a feita pelo London’s British Museum, em parceria com a BBC, em 2014.

O projeto revelou a face e o corpo de Tutancâmon a partir de uma ilustração 3D. É possível observar as feições de seu rosto, como seus dentes protuberantes, assim como suas deformidades físicas, como a lesão em sua perna, que fez com que mais de cem bengalas fossem descobertas em sua tumba. 


3. Punhal “extraterrestre”

Busto do Faraó e o punhal / Crédito: Divulgação - Pixabay/Meteoritics & Planetary Science

 

Quando a tumba de Tutancâmon foi aberta em 1922, muitos objetos raros foram identificados em seu interior. Era um túmulo riquíssimo, com artefatos feitos de ouro e dos mais diferentes materiais. Um item, no entanto, chamou a atenção dos pesquisadores por ser completamente de tudo que já tinha sido visto na região.

Os egiptólogos encontraram um punhal de ferro muito raro. A partir de uma pesquisa, descobriu-se que o artefato possuía grandes níveis de níquel e a existência de cobalto, o que "sugere fortemente uma origem extraterrestre". A hipótese difundida pelos cientistas é que o punhal foi feito a partir de um meteorito, encontrado num local a 2 mil km na costa do mar Vermelho, no Egito.


4. Nefertiti

Estátua dourada creditada ao faraó Tutancâmon, mas que supostamente representa Nefertiti / Crédito: Getty Images

 

Já com a descoberta do túmulo de Tut, o arqueólogo Howard Carter, responsável por encontrá-la, dizia que o local talvez também fosse onde Nefertitifoi enterrada. Ele não estava e ainda não está sozinho nessa hipótese: muitas pesquisas têm como intuito investigar essa possibilidade.

Em 2019, o pesquisador Nicholas Reeves disse que o sarcófago do faraó menino na verdade havia sido desenvolvido para abrigar Nefertiti, devido a presença de seios e rosto feminino na máscara mortuária do rei. Já no começo deste ano, um time de arqueólogos do ex-ministro egípcio de antiguidades, Mamdouh Eldamaty, descobriu uma câmara escondida perto da do rei Tut, que pode ser o destino final da rainha.


5. Causa da morte

Ao longo de anos de pesquisa, foram sugeridas muitas hipóteses para a possível causa da morte do faraó menino. A primeira delas era de que ele foi morto por um golpe em sua cabeça, logo desmentida por uma tomografia computadorizada feita em 2005. Com ela, desenvolveu-se a segunda teoria: a de que ele faleceu por complicações infecciosas de uma lesão na perna, durante uma sessão de caça, que o fez contrair malária.

Para o famoso egiptólogo Zahi Hawass, ele veio à óbito por uma infecção em sua perna depois de um grave acidente de carruagem. Outra tese é que a morte foi causada por deficiências genéticas geradas por consanguinidade entre a realeza egípcia — afinal, seus pais eram irmãos. No entanto, ainda não existe uma conclusão certa para essa questão, que segue em aberto e repleta de controvérsias.


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