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Hitler recebia um coquetel diário de drogas

Embora fizesse uma árdua campanha contra o uso de drogas, o próprio tirano tornou-se viciado ao longo da Guerra

Caio Tortamano Publicado em 27/11/2019, às 10h58

Hitler ensaiando um de seus muitos discursos
Hitler ensaiando um de seus muitos discursos - Getty Images

Durante os momentos de tensão da Segunda Guerra, Adolf Hitler foi prescrito com inúmeras medicações, o médico alemão Theodor Morell ficou encarregado de cuidar dos oficiais nazistas de grande escalão pelo prestígio que tinha em desenvolver vitaminas. Hitler era um de seus pacientes.

Theodor Morell / Crédito: Getty Images

 

A relação entre os dois começou após uma queixa do líder do Terceiro Reich quanto a dores constantes no estômago, além de gases e uma doença de pele em suas duas pernas, chamada eczema.

Inicialmente, Morell receitou Hitler com um remédio chamado Mutaflor, para a regulagem de sua flora intestinal. Sarado de suas queixas momentâneas, o nazista decidiu nomear o médico como seu doutor.

A primeira utilização de drogas com efeito entorpecente se deu antes de uma reunião com o líder fascista Benito Mussolini. Desconfiado da intenção do italiano de largar o Eixo no meio da guerra, Hitler se sentia deprimido e pediu desesperadamente para Morell uma dose de uma droga vinda da heroína.

De acordo com o livro High Hitler, escrito por Norman Ohler, baseado em diários médicos encontrado pelo autor sobre o tirano, muitas decisões de seu governo foram tomadas enquanto estava sob efeito de drogas.

O Führer utilizava diariamente coquetéis contendo drogas sintéticas, cocaína, hormônios e testosterona como forma de estimulantes. Para Hitler, o mais importante era estar disposto e alerta a todo o momento para comandar o seu país.

Hitler cumprimenta convidados em seu aniversário. Entre eles, Morell (esq.) / Crédito: Getty Images

 

 

 

Por mais que os ideais nazistas negassem o uso de drogas, afirmarvam que isso poderia  contaminar o sangue ariano, no início da Guerra os soldados alemães eram dopados com Pervitin, anfetaminas que aumentavam resistência e causavam fúria. 

Muitas vezes, tendo que percorrer longas distâncias de madrugada pelos céus europeus, os pilotos de caças alemães chegavam em Londres esgotados fisicamente e mentalmente. Com a droga, eram capazes de se recuperar em questão de minutos.


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