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Leopoldina de Bragança: 5 fatos sobre a filha não tão conhecida de Dom pedro II

Desde a criação até a trágica morte; apesar de pouco lembrada, a vida de Leopoldina foi decisiva para a família imperial

Caio Tortamano Publicado em 26/07/2020, às 09h00

Leopoldina de Bragança
Leopoldina de Bragança - Wikimedia Commons

1. Infância e educação

Em homenagem à avó paterna, Leopoldina recebeu esse nome e foi batizada, curiosamente, em 7 de setembro de 1847 — dia em é comemorada a Independência do país. Tanto ela como sua irmã mais velha, Isabel, tinham uma educação rigorosa, dada pela condessa de Barral.

As meninas frequentavam aulas seis dias por semana e só poderiam receber visitas aos domingos — assim como comparecer a eventos. Entre as matérias curriculares estavam seis línguas diferentes (francês, inglês, italiano, alemão, latim e grego), além de habilidades artísticas como desenho, pintura e piano.

2. Renúncia

Ao atingir a idade adulta, Dom Pedro II começou a buscar pretendentes reais para suas filhas, chegando ao Duque de Saxe para sua filha mais nova. Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota era um nobre alemão, assim fazendo que Leopoldina deixasse a realeza brasileira, assumindo o título de Duquesa de Saxe. Com isso, havia somente Isabel na linha de sucessão real, que ainda não tinha nenhum filho homem que pudesse dar continuidade à realeza.

3. Troca de maridos

Contrariando a tendência da época, Dom Pedro II já se mostrava uma pessoa aberta a ideais mais modernos. Ele entendia que as suas filhas deveriam ter total escolha sobre com quem elas viriam a se casar. Depois de ter a proposta negada por Pedro, duque de Penthièvre, e Filipe, Conde de Flandres (filho de Leopoldo I da Bélgica), o imperador brasileiro recorreu a suas duas outras opções, Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota e Gastão de Orléans, Conde d'Eu.

Leopoldina, Luís Augusto e o filho Pedro / Crédito: Wikimedia Commons

 

Pensando em casar Luís com Isabel e Gastão com Leopoldina, Pedro se surpreendeu quando os quatro finalmente se conheceram. Isso porque as duas filhas tiveram uma curiosa percepção, elas se apaixonaram justamente pelos parceiros opostos. Assim, Luís casou-se com Leopoldina enquanto Gastão se uniu com Isabel.

4. Filhos

Mais tarde, porém, a história da sucessão real seria reavivada pelos filhos do casal, Luís e Leopoldina. A Bragança engravidou pela primeira vez, mas infelizmente acabou sofrendo um aborto espontâneo, mas não demorou muito para que o primeiro filho do casal, Pedro Augusto surpreendesse os pais: ele era o pretendente ao trono.

Dom Pedro Augusto, Dom José e Dom Augusto Leopoldo, respectivamente / Crédito: Wikimedia Commons

 

Além de Pedro Augusto, a ex-princesa voltava para o Brasil sempre perto do nascimento de algum filho, para que pudessem chegar ao mundo em terras tupiniquins. Assim foi com Augusto Leopoldo e José Fernando. O último filho do casal, quarto homem, foi o príncipe Luís Gastão, nascido na Áustria.

5. Doença e morte

A cidade austríaca de Viena, onde ela morava com o marido e os filhos, passou por um grave problema. A água fora contaminada, resultando na transmissão da febre tifoide na cidade, incluindo Leopoldina. No começo de 1871, a brasileira começou a apresentar sintomas de febre, problemas em seu intestino e manchas na pele. Ela passou a se sentir cada vez mais fraca.

Depois de um mês em sofrimento, começaram as alucinações e delírios, acompanhadas por convulsões severas. Com apenas 23 anos de idade, Leopoldina deixou para trás seu marido e quatro filhos no dia 7 de fevereiro de 1871. O imperador Francisco José I, da Áustria, declarou luto oficial de 30 dias, e o corpo da jovem foi enterrado na cripta de Santo Agostinho, em Coburgo, na Alemanha.


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