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O cigarro que matou a Arquiduquesa: o triste fim de Mathilde da Áustria

Aos 18 anos, a vida da jovem foi interrompida inesperadamente de maneira brutal, quando foi alvo de um episódio trágico

Penélope Coelho Publicado em 02/07/2020, às 10h33

A arquiduquesa Mathilde da Áustria
A arquiduquesa Mathilde da Áustria - Wikimedia Commons

A trajetória de Mathilde Marie Adelgunde Alexandra poderia ter sido comum como a de muitas outras jovens pertencentes à nobreza, entretanto, o espírito rebelde e aventureiro da adolescente mudou para sempre sua história — que terminou de maneira trágica e repentina.

Mathilde foi a segunda filha do arquiduque Karl Albrecht — conhecido por ser o duque de Teschen — e da princesa Hildegard, da Baviera. Em sua família, era importante que as regras fossem seguidas para que a reputação da nobreza permanecesse intacta. Pensando nisso, a arquiduquesa não fazia ideia do enorme impacto que o ato de fumar um cigarro sem a permissão de seu pai teria em sua vida.

Perdas constantes

Nascida em 25 de janeiro de 1849, em Viena, capital da Áustria, Mathilde havia sofrido uma grande perda ainda muito nova — quando seu irmão caçula faleceu após o diagnóstico de varíola, aos 18 meses.

Sua outra irmã, Maria Theresia havia se casado com o duque Philipp de Württemberg, enquanto a jovem arquiduquesa da Áustria estava começando a pensar na possibilidade de um casamento.

Um primo distante de Mathilde teria demonstrado interesse no relacionamento e havia planejado pedir sua mão, contudo, o plano nunca se concretizou: a nobre estava destinada a se tornar rainha da Itália. A garota seria a futura esposa de Humberto I, a fim de melhorar a tensa relação entra a Áustria e Itália, porém, a união nunca aconteceu realmente.

Quando Mathilde tinha por volta de 15 anos, sua mãe precisou viajar até Munique, na Alemanha, para o funeral de um familiar, nesse trajeto a mulher adoeceu e sofreu de severas inflamações nos pulmões, resultando no seu falecimento pouco tempo depois.

Enfrentar a perda de tantas pessoas importantes em sua vida era um verdadeiro obstáculo para a jovem, além disso, a rigidez em sua criação por parte de seu pai estava cada vez maior, já que o duque tinha medo de que mais alguém de sua família tivesse uma morte trágica.

Por isso, o hábito que a menina mantinha de fumar de vez em quando, não tinha a aprovação de Albert, que demonstrava ficar muito bravo quando flagrava Mathilde acender um cigarro. Sendo assim, a jovem estava estritamente proibida de fumar, mas, isso não fez com que ela largasse o vício, e sim, passasse a fazê-lo de maneira escondida.

Fatídico dia

Túmulo de Mathilde da Áustria / Crédito: Wikimedia Commons

 

No dia 6 de junho do ano 1867, Mathilde e sua família estavam no palácio da imperatriz Sisi, grande amiga de longa data. Todos planejavam ir ao teatro naquela noite e a bela já estava arrumada para sair, usando um vestido feito de tule. Antes de se dirigir até o local em que assistiria à peça, a arquiduquesa decidiu fumar.

Quando percebeu que seu pai estava se aproximando, ela rapidamente escondeu o cigarro em suas costas. Seu vestido era de um tecido delicado demais o que provocou uma rápida combustão, fazendo com que a vestimenta inteira pegasse fogo.

Seu corpo foi tomado pelas chamas antes mesmo que alguém pudesse tomar alguma atitude. A jovem sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau por toda sua estrutura física. Pouco tempo depois, a nobre foi declarada morta, aos 18 anos de idade. Esse trágico acidente foi assistido por toda a família da garota.

O óbito de Mathilde foi lamentada por diversos membros da realeza da Áustria, principalmente por sua amiga Sisi. A jovem arquiduquesa foi enterrada em uma cripta imperial, ao lado de sua mãe e de seu irmão, Karl. 


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