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O que há de verdadeiro na história de 1917, filme indicado em 10 categorias do Oscar

A narrativa ambientada na Primeira Guerra Mundial conta a trajetória de dois soldados encarregados de uma difícil missão; mas isso de fato aconteceu?

Isabela Barreiros Publicado em 16/01/2020, às 08h00

Cena do filme 1917
Cena do filme 1917 - Divulgação/Universal Pictures

Ambientado na Primeira Guerra Mundial, o filme 1917, que só chega aos cinemas brasileiros em 23 de janeiro, acompanha os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman), que recebem uma missão praticamente impossível que pode salvar a vida de 1.600 soldados.

Para isso, eles têm apenas um dia para cruzar as linhas inimigas e impedir que um batalhão aliado prossiga sua missão e caia em uma armadilha dos alemães. Para completara a trama, um dos soldados que pode ser salvo é o irmão mais velho de Blake. No entanto, por se tratar de um filme histórico, fica o questionamento: o que é ficção e o que é realidade no longa?

O cenário histórico é verdadeiro. Durante a Primeira Guerra Mundial, pelo menos 17 milhões de pessoas morreram ao longo dos quatro anos pelos quais ela se estendeu — de 1914 a 1918. Além disso, Sam Mendes, diretor do filme, inspirou-se em uma passagem particular do evento para, assim, reconta-lo. Essa narrativa era a contada por seu avô.

Crédito: Divulgação/Universal Pictures

 

"Havia uma história que era um fragmento do relato de meu avô, que lutou na Primeira Guerra. Era a história de um mensageiro que tinha um recado para levar. E isso era tudo que podia contar. Esse fragmento permaneceu comigo e obviamente eu a ampliei e fiz mudanças enormes, mas a essência é a mesma", explicou Sam Mendes no podcast da revista estadunidense Variety.

Alfred Mendes serviu ao Exército britânico durante o grande conflito, e, segundo o cineasta em entrevista à The Hollywood Reporter, contou uma versão “nada romântica” da sua experiência na guerra. “Não era sobre heroísmo ou valentia, mas sim sobre um soldado que teve ou não a sorte de sobreviver à guerra”, completou.

Foi aí que surgiu a ideia de retratar o a batalha de uma maneira diferente do que normalmente acontecia no cinema. Em somente dois planos-sequência, — quase como se fossem duas grandes cenas —, o diretor contou a história de Blake e Schofield.

Outro ponto importante: os protagonistas de 1917 são fictícios. Já foi apontado que talvez Blake fosse inspirado em Alfred Mendes, avô de Sam, mas o cineasta não chegou a confirmar essa comparação.

Crédito: Divulgação/Universal Pictures

 

Ainda assim, por se tratar de um filme que se passa em um contexto histórico que realmente aconteceu, Sam Mendes conseguiu se basear em alguns depoimentos de pessoas que vivenciaram o conflito. Livros com memórias e cartas e diários datados do período puderam auxiliar a pesquisa sobre o evento.

A missão narrada em 1917, porém, não existiu. O combate no qual eles estavam, sim. A Batalha de Passchendaele, também conhecida como Terceira Batalha de Ypres, foi uma luta entre britânicos e alemães que aconteceu em Passendale, na Bélgica entre julho e novembro de 1917.

Além disso, no filme, os soldados são enviados para tentar salvar 1,6 mil integrantes do Regimento de Devonshire. Ele realmente existiu, e batalhou na Frente Ocidental da Primeira Guerra Mundial.


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