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Curiosidades / Pureza

Pureza: Veja 5 fatos sobre a história real que inspirou o filme

Com apenas a roupa do corpo, uma Bíblia e uma foto, Pureza partiu em busca de seu filho desaparecido e acabou se tornando um símbolo do combate à escravidão moderna

por Giovanna Gomes

ggomes@caras.com.br

Publicado em 15/01/2024, às 17h33 - Atualizado em 16/01/2024, às 18h31

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Pureza: Realidade e ficção - Reprodução/Vídeo/O Globo e Divulgação
Pureza: Realidade e ficção - Reprodução/Vídeo/O Globo e Divulgação

A TV Globo exibiu o filme "Pureza", dirigido por Renato Barbieri. Lançado em 2022, o longa retrata a história real da maranhense Pureza Lopes Loyola, uma mulher que, na década de 1990, partiu em uma corajosa jornada à procura de seu filho desaparecido — e que acabou se tornando um símbolo da luta contra a escravidão moderna.

A seguir, relembre 5 curiosidades sobre o filme exibido após o Big Brother Brasil, na Tela Quente.

1. Infiltrada 

Antonio Abel, o caçula de Pureza estava desaparecido havia um mês, em 1993, quando sua mãe decidiu sair à sua procura, segundo informações da Agência Brasil. Com apenas a roupa do corpo, uma bolsa, uma Bíblia e uma foto do filho, ela partiu rumo ao estado do Pará, para onde o rapaz teria ido tentar a sorte no garimpo.

Ao chegar no estado vizinho, a mulher se deparou com uma realidade cruel, à qual muitos homens eram submetidos, e, logo, imaginou que seu filho teria sido vítima do mesmo mal.

Assim, Pureza, que atuou como oleira durante décadas de sua vida, começou a trabalhar como cozinheira nas fazendas do sul do estado, sempre atenta às pistas que pudessem levá-la a Antonio Abel.

Dira Paes como Pureza no filme / Crédito: Divulgação/Downtown Filmes

2. Denúncias 

Em meio às suas buscas, Lopes Loyola (no filme interpretada por Dira Paes) viu de perto os horrores do trabalho escravo em fazendas do Pará.

Ela conheceu a dura realidade de muitos trabalhadores escravizados — que envolvia o confisco de documentos, endividamentos para conseguir comida, remédio e vestuário, além de ameaças e assassinatos — e aproveitou para denunciar esses crimes, mesmo correndo riscos.


3. Ajuda das autoridades

Convencida de que o filho estaria passando pela mesma situação que as pessoas que encontrou nas fazendas, Pureza decidiu ir até a sede da Comissão Pastoral da Terra (CPT), localizada em São Luís, onde encontrou o missionário diocesano Flavio Lazzarin, que a ajudou em sua busca.

Em seguida, a maranhense, com o auxílio da CPT, contatou o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho nos estados do Maranhão, Pará e também no Distrito Federal. Ela chegou a escrever cartas para os presidentes Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, recebendo resposta somente do segundo político, explica a BBC. Na época, a oleira foi para Brasília, onde não recebeu a devida atenção.

"Ali ninguém tem coração, ali é só briga por dinheiro", afirmou Pureza que, mesmo assim, nunca desistiu de sua missão, pois tinha fé de que um dia encontraria Abel.

A verdadeira Pureza Lopes Loyola durante encontro com o secretário de Estado americano Anthony Blinken / Crédito: Getty Images

4. Reencontro 

Suas suspeitas estavam certas. Em 1996, três anos após o início de sua jornada, a maranhense finalmente reencontrou o filho, no estado do Pará, após ele conseguir fugir de uma fazenda local. Hoje Abel vive a salvo com a mãe e o restante da família na cidade de Bacabal, no Maranhão.


5. Prêmios internacionais

Devido à sua grande coragem, Pureza recebeu, mais tarde, o Prêmio Anti-Escravidão da Anti-Slavery International, a mais antiga e respeitada ONG sobre a temática no mundo, na Inglaterra. 

Além disso, no ano passado, aos 80 anos de idade, ela foi homenageada em um evento realizado em Washington, onde recebeu das mãos do secretário de Estado americano, Anthony Blinken, o prêmio "Heróis no Combate ao Tráfico".

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