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Quando Michael Jackson pegou fogo na gravação de um comercial

Em 27 de janeiro de 1984, o rei do pop participava de uma ação publicitária para a Pepsi quando a explosão de fogos de artifício provocaram queimaduras de terceiro grau no cantor

Fabio Previdelli Publicado em 03/02/2020, às 10h49

Michael Jackson sendo levado por uma ambulância
Michael Jackson sendo levado por uma ambulância - Creative Commons

Ao longo de sua carreira, Michael Jackson sempre foi muito midiático e influente. A imagem do rei do pop valia ouro e todo projeto que ele se envolvia, era sinônimo de sucesso. Em 1982, Michael acabara de lançar o disco Thriller, considerado por muitos o suprassumo de sua carreira, afinal, o disco trazia o hit Billie Jean — um de seus maiores sucessos. Entretanto, foi justamente com essa canção que ele passou por um de seus piores momentos de sua vida.

No dia 27 de janeiro de 1984, Jackson participava da gravação para um comercial de TV quando um acidente aconteceu. O cantor descia algumas escadas do Los Angeles Shrine Auditorium, nos Estados Unidos, quando fogos de artifício foram acionados e explodiram antes da hora. Em poucos segundos, o cabelo de Michael Jackson estava em chamas.

O rei do pop só começou a sentir o fogo quando seus cabelos já estavam, praticamente, queimados. Neste momento, ele deu um grito de dor e, imediatamente, integrantes da equipe de produção chegaram para ajudá-lo.

Foi aí que Miko Brando, filho do ator Marlon Brando e segurança do cantor, voou em direção a Michael e apagou o fogo com as mãos. Não demorou muito até que alguns paramédicos chegassem e levassem o artista à sala de emergência do Centro Médico Cedars-Sinai.

Posteriormente, sob decisão do médico particular do cantor, o Dr. Steven Hoefflin, foi locomovido para tratamento no Centro de Queimados do Brotman Medical Center em Culver City.

Apesar das queimaduras de segundo e terceiro grau na cabeça, a recuperação do cantor foi relativamente rápida e em poucos dias ele foi liberado do hospital. Mas isso não impediu que o episódio deixasse marcas permanentes na vida do artista: Michael ficou com algumas cicatrizes na cabeça, o que ocasionou uma calvície frontal.

A gravação do comercial era a peça central de uma grande ação publicitária feita pela marca de refrigerante Pepsi, que buscava se estabelecer como “a nova geração” usando a imagem do cantor. Pela propaganda, Jackson recebeu cinco milhões de dólares.

A Pepsi também patrocinou a turnê “Victory”, que Michael fez com seus irmãos do grupo, que agora se chamava, The Jacksons. O acidente ficou marcado na história da publicidade e com a popularidade da marca de refrigerante. Posteriormente, Michael Jackson e Pepsi fizeram outras parcerias, como o patrocínio de 10 milhões de dólares da empresa para colocar seus logotipos na turnê do álbum Bad, que foi lançado em 1987.


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