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Uma das maiores descobertas arqueológicas: 5 motivos para ver A Escavação, na Netflix

Filme produzido por Simon Stone se baseia na descoberta do tesouro de Sutton Hoon, na Inglaterra

Thiago Lincolins Publicado em 02/02/2021, às 13h25

Cena do filme A Escavação (2020)
Cena do filme A Escavação (2020) - Divulgação/Netflix

Lançado pela Netflix em janeiro, o longa A Escavação está surpreendendo os assinantes da plataforma de streaming, que levaram a produção de Simon Stone para o top 10 das mais assistidas do país.

O filme leva os telespectadores para 1939. No filme, Edith Pretty contrata o arqueólogo Basil Brown para investigar intrigantes formações em sua grande propriedade. O que eles encontram no local é surpreendente: impressionantes artefatos anglo-saxões que representariam uma das maiores descobertas arqueológicas do Reino Unido.

"Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, uma rica viúva (Carey Mulligan) contrata um arqueólogo amador (Ralph Fiennes) para escavar sepultamentos ancestrais em sua propriedade. Ao fazerem uma descoberta histórica, os ecos do passado ressoam em um futuro de incertezas", diz a sinopse do filme. 

Contudo, anos depois, os itens valiosos encontrados acabam sendo levados para o Museu Britânico, que exibe os itens sem mencionar o responsável pela grandiosidade: Brown.

Contudo, o que muitos não sabem antes de assistir ao filme é que, embora baseado em um romance, o filme recria uma história real.

Pensando nisso, separamos 5 motivos que podem te convencer a assistir a produção da Netflix. Confira!

1. O romance

O filme produzido por Simon é baseado na obra A Escavação, com autoria de John Preston, publicado em 2007.

Instigante, a obra é de suma importância: retrata a importância do arqueólogo Basil Brown, que pouco foi reconhecido pela descoberta que impressionou o Reino Unido. Assim, o filme lançado pela Netflix é mais necessário que nunca.

A dupla /Crédito: Divulgação/Netflix

 

"O reconhecimento de nossa mortalidade e a transitoriedade de nossa existência é exatamente o que provoca os personagens a irem em busca de momentos de alegria, paixão e união", explicou Simon durante conversa com o Radio Times. "E eu acho que essa dinâmica, esse paradoxo, a tensão de que sabemos que está prestes a desaparecer e o fervor da luta para encontrar a conexão, é assim que tantas pessoas descrevem o verão de 1939 no Reino Unido — como sendo uma estranha festa selvagem antes do inferno."

2. História real

Tanto a obra quanto o filme são baseados em uma das maiores descobertas arqueológicas da história. Trata-se das escavações realizadas numa propriedade no sul da Inglaterra, conhecida como Sutton Hoon. 

O episódio em questão aconteceu em 1938, mas, após um ano do projeto, as escavações revelaram uma embarcação funerária anglo-saxônica, chamando a atenção da comunidade arqueológica mundial pela impressionante relação histórica no século 7. 

3. Personagens reais

A produção, portanto, é baseada em uma história real, mas conta com elementos ficcionais para a construção da narrativa. Ainda assim, é possível afirmar que os personagens mais importantes do longa, como Edith Pretty, interpretada por Carey Mulligan, e o arqueólogo Basil Brown, vivido por Ralph Fiennes, são baseados nas pessoas reais que viveram esse acontecimento.

Talvez tenha sido por isso que a plataforma de streaming foi alvo de críticas. Isso porque, na vida real, Edith tinha 57 anos no período que compreende a descoberta dos itens valiosos. Já no longa, como era de se esperar, ela acaba sendo interpretada por uma jovem de 35 anos.

4. A fotografia

Com cenas impressionantes, o longa da Netflix acertou em cheio com a fotografia. As captações de imagens arrancam suspiros em determinados momentos do filme.

Cena do filme A Escavação (2020) /Crédito: Divulgação/Netflix

 

Um deles, por exemplo, é o momento da descoberta arqueológica, que faz com que o telespectador fique se perguntando como são os elementos da vida real.

5. O passado

A produção se torna especial justamente por levantar uma questão importante em nossas vidas: a necessidade de conhecer o passado. Descobertas arqueológicas representam uma oportunidade de saber mais sobre antigas civilizações e como elas moldaram o que vivemos hoje.

Com o fim da Segunda Guerra, os itens de Sutton Hoo foram estudados e parcialmente identificados, como diversos objetos datados e atribuídos ao Império Bizantino e ao Oriente Médio.

A escavação em andamento (à esq.) e o principal tesouro encontrado (à dir.) / Crédito: Divulgação/British Museum

 

Descobriu-se que a embarcação funerária também servia para auxiliar em transações comerciais dos anglo-saxões por todo o continente europeu.

++ A impressionante história real por trás do filme ‘A Escavação’, da Netflix

Assista ao trailer abaixo!