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Devido a grande número de mortes, Madri enfrenta dificuldades para enterras vítimas de coronavírus

Capital da Espanha é a mais atingida pelo coronavírus, e sem necrotérios disponíveis, até pista de patinação virou opção para sepultamentos

Penélope Coelho Publicado em 24/03/2020, às 10h11

Corpos saindo de hospital para serem levados ao Palácio de Hielo, em Madri
Corpos saindo de hospital para serem levados ao Palácio de Hielo, em Madri - Divulgação

As empresas funerárias de Madri estão sobrecarregadas devido ao grande número de mortes por coronavírus na cidade. Sem opção de lugar para enterrar suas vítimas, as autoridades estão usando o Palacio de Hielo, um centro comercial com pista de patinação no gelo, como alternativa para a realização dos enterros.

O prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, apoiou a decisão de abrigar os corpos no Palacio de Hielo. Ele já havia afirmado antes ao governo nacional que a funerária municipal, que atendia 14 cemitérios da região, não teria como recolher os cadáveres dos mortos pelo coronavírus, já que era imprudente com os trabalhadores, devido à falta de equipamentos de proteção individual.

A pista de patinação tem 1.800 metros quadrados, e será usada como necrotériom enquanto os corpos serão colocados em caixões fechados.

Situação mundial

Nesta segunda-feira, 23, a Espanha registou 2.182 mortes pelo novo vírus, com Madri sendo a região mais afetada pelo Covid-19, com 1.263 mortes. Além disso, segundo dados do Ministério da Saúde, 33.089 pessoas foram infectadas na cidade. E o estudo mostra que cada dia a quantidade de contaminados aumenta.

No mundo, número de pessoas que contraíram o vírus já supera 340 mil. No Brasil, o novo coronavírus já provocou 34 mortes. E grandes eventos como os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, foram adiados para 2021 como medida preventiva.