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Novos aplicativos ajudam a evitar contato com infectados pelo Coronavírus

As duas plataformas criadas usam a localização de pessoas com Covid-19 para alertar adultos e crianças saudáveis

Pamela Malva Publicado em 20/03/2020, às 08h00

Imagem meramente ilustrativa de mulher usando o celular
Imagem meramente ilustrativa de mulher usando o celular - Divulgação/Pixabay

As medidas tomadas contra a disseminação do Coronavírus estão sendo tomadas em diversos países. De museus fechados, até isenções de taxa, as pessoas estão fazendo o que podem para impedir que o vírus se alastre ainda mais.

Pensando nisso, dois aplicativos diferentes foram criados, a fim de informar aqueles que ainda não foram infectados. Ambas as plataformas tem a premissa de notificar os usuários sobre a localização de indivíduos com o Covid-19.

O primeiro deles, desenvolvido pelo MIT, chama-se Private Kit (ou Kit privado, em português). Ele utiliza a localização compartilhada pelos próprios infectados para indicar aos usuários aonde as pessoas doentes estão, assim tais locais podem ser evitados.

Segundo os próprios desenvolvedores, a plataforma é capaz de guardar 28 dias de dados por vez. Nela, todas as localizações armazenadas são criptografadas e o compartilhamento das informações depende da escolha e permissão do usuário.

Interface do aplicativo da Bosco / Crédito: Divulgação/Bosco

 

O segundo aplicativo, criado pela Bosco, tem as crianças como foco principal. Uma vez instalada, a interface analisa a localização dos pequenos e constrói um mapa, cruzando a posição do aparelho com dados confirmados pelo Ministério da Saúde.

O objetivo é notificar os pais caso a criança esteja a, no mínimo, 100 metros de uma pessoa infectada. Em casos positivos, os adultos recebem informações publicadas pelo próprio ministério sobre o Coronavírus.

Ainda mais, o app monitora a atividade das crianças em aplicativos como WhatsApp, Instagram e YouTube. Nas redes, a plataforma da Bosco notifica os pais sempre que os pequenos demonstrarem estresse ou ansiedade — através de conversas ou do uso de palavras como medo, morte e corona.