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Mercados de animais vivos são reabertos na Ásia, revela ONG

Segundo Ingrid Newkirk, presidente da PETA, a existência desses locais faz com que outra pandemia seja inevitável

Nicoli Raveli Publicado em 16/05/2020, às 12h14

Imagens de um mercado de animais vivos para consumo alimentar na Ásia
Imagens de um mercado de animais vivos para consumo alimentar na Ásia - Divulgação/Youtube

Em meio aos crescentes números de infectados e mortes devido ao surto do novo coronavírus, mercados que vendem animais vivos estão sendo reabertos na Ásia, inclusive na China.

A denúncia foi feita pela ONG Peta, responsável pela proteção de animais ao redor do mundo. Inconformados com o episódio, membros da organização postaram o vídeo em sua conta oficial no Youtube, que foi filmado nas últimas semanas na China, Indonésia, Vietnã, Cambodia, Filipinas e Tailândia.

A publicação mostra que os mercados vendem diversos tipos de animais para o consumo humano, como cachorros, gatos, morcegos, cobras, macacos e coelhos. Os que mais chamaram atenção, todavia, foram a civeta, que está relacionada ao surgimento da Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SARS, e os morcegos, que se acredita ter ligação com a evolução do vírus para os seres humanos.

Nesses locais, os animais são submetidos a rotinas estressantes e vivem em um ambiente desprovido de higiene, o que pode contribuir na transmissão de doenças.

"A próxima pandemia com mortes é inevitável enquanto mercados estiverem abertos com animais doentes e estressados. Peta faz um chamado aos governos para que fechem essa placa de Petri para pandemias", alegou Ingrid Newkirk, presidente da Peta.