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Anti-ressaca? Anel descoberto em Israel pode ter sido produzido para evitá-la

Arqueólogos encontraram a antiga joia que pode carregar a intenção de prevenir ressacas

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 04/11/2021, às 18h12 - Atualizado às 18h25

Anel de ouro e ametista encontrado em vinícola
Anel de ouro e ametista encontrado em vinícola - Divulgação / Autoridades de Antiguidades de Israel (IAA)

A ametista é uma joia que desde a Grécia Antiga está conectada com sobriedade e bebidas alcoólicas, os mais diversos povos as incluíam em taças ou as usavam com a intenção de evitar bebedeira ou ressacas. Em uma vinícola israelense do século VII, foi encontrado um anel que pode ter sido produzido com essa motivação em mente.

Em declaração oficial das Autoridades de Antiguidades de Israel, o arqueólogo Amir Golani expressou a possível conexão entre o anel, a produção de vinhos no local e as intenções supersticiosas por trás da jóia.

“Muitas virtudes já estiveram anexadas a essa gema [a ametista], incluindo a prevenção do efeito colateral da bebida, a ressaca”, contou.

Feito de ouro com uma ametista grande incrustada, o anel, segundo os arqueólogos parte da escavação, era possivelmente uma joia do dono da vinícola ou da elite de Yavne, cidade ao sul de Tel Aviv na qual o sítio se encontra. As informações são da publicação Smithsonian Magazine.

No entanto, mesmo que o anel tenha sido escavado dentro de um dos armazéns da vinícola israelense, os especialistas apostam que, na verdade, o item seja bem mais antigo do que aparenta. Enquanto os prédios do sítio de escavação foram definidos como construções do século VII depois de Cristo, a joia pode ser do século III na verdade.

Anel de ouro e ametista encontrado em vinícola - Divulgação / Autoridades de Antiguidades de Israel (IAA)

 

Anéis neste estilo eram mais comuns no Império Romano, com um aro de ouro puro sem muita decoração e uma grande pedra, que, nas palavras de Golani, é algo raro de ser encontrado em condições tão boas. Além disso, seu formato e os caros materiais apontam que seu dono só poderia ser de alguém da elite.

“O tamanho e sua capacidade de ostentação indicam que a joia pertencia a alguém que queria mostrar sua riqueza”, comentou o arqueólogo.