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Notícias / JFK

Após 60 anos, homem abre carta que sua mãe escreveu quando JFK foi morto

Quando JFK foi assassinado, em 22 de novembro de 1963, Weir Lundstedt era um bebê; mas sua mãe escreveu uma carta mostrando os sentimentos da época

Fabio Previdelli

por Fabio Previdelli

fprevidelli_colab@caras.com.br

Publicado em 27/11/2023, às 11h41

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John F. Kennedy, ex-presidente dos Estados Unidos - Domínio Público via Wikimedia Commons
John F. Kennedy, ex-presidente dos Estados Unidos - Domínio Público via Wikimedia Commons

O dia 22 de novembro de 1963 marcou o povo norte-americano de maneira profunda. O assassinato de John F. Kennedy durante uma excursão por Dallas, no Texas, iniciou um período de desilusão no país. 

Embora emblemático, os acontecimentos daquele dia são pouco lembrados por Weir Lundstedt, que era apenas um bebê naquela época. Mas, na semana passada, ele foi transportado novamente para aquele fatídico dia por um objeto peculiar. 

Com a notícia da morte de JFK, sua mãe, Carolyn Lundstedt, tomada pelo sentimento de dúvida e pela sensação de perda que assolava o país, decidiu escrever uma carta ao seu filho e ao irmão expressando seus sentimentos diante da tragédia nacional. 

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Carta escrita por Carolyn Lundstedt/ Crédito: Reprodução

A missiva só foi aberta por Weir na última quarta-feira, 22, dia em que o assassinato de John Kennedy completou exatos 60 anos. O processo foi acompanhado pela emissora WMUR 9. 

Estou nervoso", disse ele ao cortar o selo de 5 centavos do envelope.

O destino da carta

Conforme repercute o New York Post, Carolyn Lundstedt curiosamente também faleceu no dia 22 de novembro, só que em 1989. Cerca de 20 anos depois da perda, em 2008, Weir encontrou a carta endereçada a ele — só que nunca a abriu. 

A missiva só foi reencontrada recentemente quando Lundstedt vasculhava os pertences de seus pais depois que seu pai faleceu, há cerca de um mês. 

"Sexta-feira, 22 de novembro de 1963. Caro Weir, você estava dormindo agora em seu berço no andar de cima. Você é muito jovem para perceber", leu Lundstedt pela primeira vez, na frente da equipe de filmagem. Emocionado, ele precisou de alguns segundos para se tentar se recompor. 

Um dia você lerá sobre isso em seu livro de história. Saiba que ele tem sido, acreditamos, um jovem presidente bom, honesto e dedicado", continuou.

"Ele tem sido enérgico e incansável na sua busca pela paz mundial duradoura. Que pena que alguém do seu próprio povo assuma a responsabilidade de destruir este homem vital. Carinhosamente, sua mãe e seu pai", recitou. 

Weir Lundstedt lendo a carta escrita por sua mãe/ Crédito: Reprodução

"Eu deveria ter aberto isso antes", acrescentou Lundstedt ao ler a forma como sua mãe — assim como a maior parte da nação naquele dia e nos dias seguintes — compreendeu o impacto do que aconteceu à América. Ela precisava de partilhar o que sentia com os seus filhos.

O assassinato de JFK

John Fitzgerald Kennedy, que se preparava para anunciar sua próxima campanha presidencial, tinha 46 anos quando foi baleado na frente de uma multidão de apoiadores enquanto viajava em uma carreata em Dallas, por volta das 12h30 do horário local, em 22 de novembro de 1963.

Às 13h o 35º presidente dos Estados Unidos foi declarado morto pelo Parkland Memorial Hospital. Cerca de duas horas depois, Lyndon B. Johnson fez seu juramento de posse, ainda no Força Aérea Um, ao lado da agora viúva e ex-primeira-dama Jackie Kennedy — que ainda usava a mesma roupa manchada de sangue que vestia enquanto acompanhava seu marido em seu último momento de vida. 

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