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Após confusão, famílias recebem corpos trocados e enterram mortos errados sem saber

Com isso, a Polícia Civil de Arthur Nogueira foi acionada para investigar o caso. Entenda!

Fabio Previdelli Publicado em 17/04/2021, às 12h35

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Na cidade paulista de Arthur Nogueira, a Polícia Civil teve que abrir um inquérito após um erro ocorrido no Hospital Bom Samaritano. Tudo começou porque uma família acabou enterrando um corpo errado pensando tratar-se de um familiar. O sepultamento aconteceu na última quinta-feira, 15, segundo informações do UOL. 

Na terça-feira, 13, Braz Inácio Coelho, de 61 anos, veio a falecer e, posteriormente, sua família recebeu um caixão lacrado, algo que consideraram estranho, já que ele não havia sido vítima de Covid-19. Porém, quando questionaram a funerária, acabaram descobrindo que ocorreu uma troca de corpos.  

O caixão lacrado, na verdade, abrigava o corpo de Adão dos Santos, de 55 anos, que vivia em Santo Antônio da Posse, que fica cerca de 30 quilômetros de distância de Arthur Nogueira. Porém, ele estava internado no Hospital Bom Samaritano, onde recebia tratamento para combater o novo coronavírus.  

Assim que descobriram a troca, a família de Braz informou que contatou a funerária, que relatou o ocorrido para os familiares de Adão, segundo informaram em depoimento à Polícia Civil. Foi aí que a família Coelho descobriu que o outro enterro também já havia acontecido.  

Com isso, o Cemitério de Santo Antônio da Posse desenterrou o corpo e a troca foi feita. Agora, a família de Braz abriu um boletim de ocorrência em Arthur Nogueira para que o caso seja investigado.  

A Polícia Civil disse que todos os envolvidos no caso serão convocados para depor nas próximas horas. As autoridades informaram que investigarão se houve algum delito penal grave em todo esse processo.  

Por sua vez, o Hospital Bom Samaritano publicou uma nota lamentando o fato e declarou que "o manejo de corpos feito no hospital atende rigorosamente os protocolos de saúde, em especial, de casos confirmados de Covid-19, que ficam separados dos demais, não havendo nenhuma negligência ou erro por parte do hospital".