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Arqueólogos estudam Civilização Maia através de satélites

Com a ajuda de tecnologias de ponta, especialistas conseguem analisar assentamentos e artefatos em segundos, deixando suas pesquisas muito mais eficazes

Pamela Malva Publicado em 20/07/2020, às 12h21

Imagem meramente ilustrativa de satélite na órbita da Terra
Imagem meramente ilustrativa de satélite na órbita da Terra - Divulgação/Pixabay

Há anos cientistas e arqueólogos buscam formas mais eficazes de estudar assentamentos e artefatos históricos. Hoje, a conectividade via satélite se tornou uma das maneiras mais práticas de desvendar o passado dos Maias, por exemplo.

Em uma parceria moderna, a SES, empresa operadora de satélites, e a COMNET, provedor de serviços da Guatemala, oferecem tecnologias de ponta para a realização de estudos arqueológicos — como a exploração da Civilização Maia na própria Guatemala.

Entre as muitas tecnologias utilizadas, como GPS e conexão constante, os aplicativos promovem a precisão da pesquisa e a eficiência nos estudos. Dessa forma, os especialistas conseguem realizar análises que levariam anos em poucos meses.

Imagem meramente ilustrativa de pirâmides maia / Crédito: Wikimedia Commons

 

Com as novas ferramentas, então, as explorações em Tikal, uma grande capital maia, podem ser feitas sem qualquer impacto ambiental. Ainda mais, a análise de inscrições hieroglíficas em La Corona também são realizadas rapidamente, além de compartilhadas com outros especialistas ao redor do mundo em segundos.

Para Tomas Barrientos, diretor do projeto arqueológico de La Corona, a aplicação das ferramentas modernas é um divisor de águas. “Podemos obter uma resposta imediata e cobrir três vezes mais áreas do que antes”, explica. O arqueólogo Richard Hansen, por sua vez, afirma que a tecnologia de satélite é crucial para a troca de informações.