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Bolsonaro sugere uma comitiva de chefes de Estado para visitar Putin

Em visita de Chanceler turco ao Brasil, o presidente perguntou sobre a ideia, saiba detalhes

Redação Publicado em 02/05/2022, às 14h00

Bolsonaro em discurso no Planalto
Bolsonaro em discurso no Planalto - Getty Images

Durante a visita do chanceler turco, MevlütÇavusoglu, ao Palácio da Alvorada na semana passada, o presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, teve a ideia de unir chefes de estado para realizar uma visita a Vladimir Putin, na Rússia.

Conforme repercutido pela Coluna de Jamil Chade, no UOL, o chanceler disse que Bolsonaro elogiou as atitudes de Ancara em tentar mediar os conflitos entre os russos e ucranianos.

Uma grande parcela de diplomatas tratou o pensamento como algo “megalomaníaco”, além de outros pensarem que não é a “hora de dar “show” e sim de negociar nos bastidores.

"O presidente brasileiro Bolsonaro disse que está pronto para organizar uma visita conjunta a Moscou com alguns líderes importantes do país se o presidente Erdogan também concordar", reiterou o chanceler.

Além disso, ele também ressaltou que o mandatário quer "contribuir com seus esforços". "Dissemos que faríamos um estudo e retornaríamos a eles", falou ele.

Nos círculos diplomáticos, o trabalho da Turquia é visto como um dos poucos canais de diálogo entre Kiev e Moscou, visando manter uma imagem mais discreta para chegar a um entendimento.

A proposta da comitiva de alto nível não cumprirá essa missão. Os negociadores temem que a visita não ajude na busca pela paz, mas ganhe votos e prestígio para o presidente que estará viajando.

Atos de diplomacia do Brasil em meio o conflito

Recentemente, o Brasil evitou condenar Putin em órgãos internacionais, defendeu a retirada da Rússia do G20 e votou para derrubar várias resoluções da ONU contra o país. Então não se pode descartar que o líder aceite a ideia de visitar Moscou.

"Ele sabe que precisa alimentar aqueles que o apoiam, ou que pelo menos não estejam aderindo às sanções ocidentais", explicou funcionário de diplomacias na ONU.

Portanto, o papel do mediador não está inteiramente disponível para o Brasil. Para isso, Bolsonaro também terá que fazer gestos e até visitar ucranianos, o que não foi proposto.