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Cantor John Davis, um dos protagonistas da farsa do Milli Vallini, morre após pegar coronavírus

O artista negro foi responsável por cantar diversas músicas do grupo - ao contrário da dupla em si

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 27/05/2021, às 18h30

John Davis cantando em apresentação ao vivo
John Davis cantando em apresentação ao vivo - Divulgação / Youtube / Eugene Clark

Na última segunda-feira, 24, faleceu o cantor norte-americano John Davis, que tinha então 66 anos de idade. Ele foi mais uma das vítimas da covid-19 nos Estados Unidos. A notícia foi divulgada pela filha do artista, Jasmin, em sua conta oficial do Facebook, e repercutida pela Rolling Stones. 

"Meu pai faleceu nesta manhã devido ao coronavírus. Ele fez muitas pessoas felizes com a risada e sorriso, com o espírito alegre, amor e especialmente através da música dele. Ele deu muito a este mundo. Por favor, deem a ele uma última rodada de aplausos. Nós sentiremos muita falta dele”, publicou ela. 

Davis é mais conhecido por ser uma das vozes por trás da dupla alemã de reggae “Milli Vanilli”. O grupo musical criou polêmica nos anos 90 após ser descoberto que Pilatus e Fab Morvan, os dois membros do duo, na verdade não cantavam suas próprias músicas - era tudo uma farsa. 

O caso curioso será inclusive alvo de um documentário chamado “Girl You Know It’s True”, uma das músicas mais famosas de Milli Vanilli, de acordo com o site Blitz. A dupla ainda ganhou um Grammy nos anos 90 como artista revelação, todavia posteriormente precisaram devolvê-lo quando veio a público que eram apenas os rostos do grupo, não os vocalistas de fato. 

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 16,3 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 454 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 169 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 3,5 milhões de mortes.