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Cientistas rejuvenescem pele de mulher em 30 anos, afirma estudo

Testes realizados em universidade britânica tiveram resultados surpreendentes; confira

Alan de Oliveira | @baco.deoli sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 14/04/2022, às 10h15

Cientistas trabalhando na fórmula
Cientistas trabalhando na fórmula - Babraham Institute

Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, conseguiram rejuvenescer em 30 anos as células da pele de uma mulher de 53. Foi a primeira vez que o experimento foi bem-sucedido. Os especialistas acreditam que a partir desse sucesso, podem reproduzir os resultados com outros tecidos do corpo.

Essa capacidade de rejuvenescimento é crucial para prevenção e tratamentos de doenças em todas as idades, como por exemplo, problemas cardíacos e neurológicos. Ainda em fase inicial, a pesquisa promete revolucionar a medicina regenerativa.

Conseguiremos identificar os genes específicos que rejuvenescem sem ter de reprogramar a célula”, diz WolfReik, principal autor do estudo.

A pesquisa foi publicada na última semana, pela revista científica eLife por cientistas britânicos, alemães e portugueses do “Babraham Institute for Epigenetics”, em Cambridge. Baseia-se na mesma técnica de reprogramação celular usada na década de 1990 no Instituto Roslin, no Reino Unido, para criar a ovelha clonada Dolly.

O processo

Uma das ferramentas para reparar ou substituir células danificadas à medida que envelhecemos é a capacidade de transformar células-tronco em células específicas e vice-versa. 

As células-tronco aparecem nos estágios iniciais de um embrião e podem se transformar em todos os tipos de tecidos do corpo humano. No laboratório, no entanto, apenas alguns tipos são reprogramados, como células da pele ou fibroblastos.

Em 2007, após aprendizados da ovelha Dolly, o cientista ShinyaYamanaka transformou células normais em células-tronco, capazes de se transformar em qualquer tipo de célula em menos tempo. O processo levou 50 dias e usou um grupo de moléculas batizadas como 'fatores Yamanaka'.

Cientistas do Instituto Babraham criaram um novo método. Nele, os fibroblastos foram expostos a esses fatores apenas por 13 dias. Como resultado, eles perdem as marcas do envelhecimento, mas, mantêm as funções das células da pele, como a produção de colágeno.

Em seguida, eles procuraram mudanças nos marcadores de envelhecimento – certas assinaturas químicas e genéticas. Por essas medidas, as células observadas eram semelhantes em aparência e função às células aos 23 anos de idade.

Por fim, ainda não é possível a aplicação clínica do procedimento por aumentar as chances de desenvolvimento de um câncer. Porém, os cientistas dizem que brevemente, com o avanço da tecnologia, teremos com utilizar esse recurso para proporcionar mais qualidade vida para os idosos. 

Veja o estudo completo neste link.