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Coreias de aproximam de um tratado de paz, diz presidente sul-coreano

Países mantêm, 'apenas', um cessar-fogo desde o fim da Guerra da Coreia, em 1953

Fabio Previdelli Publicado em 13/12/2021, às 16h05

O presidente sul-coreano Moon Jae-in
O presidente sul-coreano Moon Jae-in - Getty Images

Na manhã de hoje, 13, o presidente sul-coreano Moon Jae-in informou que seu país, assim como a Coreia do Norte, os EUA e a China, avançaram em um acordo para colocarem fim à Guerra da Coreia

O conflito entre as nações aconteceu entre 1950 e 1953, quando acabou com um cessar-fogo. Entretanto, jamais houve a assinatura de um tratado de paz entre as duas nações. As duas Coreias estão, atualmente, em um estado de guerra, sendo apoiadas pelos EUA (Sul) e China (Norte).

Apesar da perspectiva positiva, segundo informou o UOL, a parte norte-coreana impôs uma condição: não encerrarão o conflito enquanto os EUA continuarem com uma política tida como hostil pela nação asiática. 

Este ponto se refere ao fato de que, atualmente, 28 mil soldados norte-americanos estão na vizinha sulista, onde participam de exercícios militares anuais — o governo da Coreia do Norte vê isso como um possível ensaio para um golpe militar no país. 

“Esperamos que as conversas sejam iniciadas. Estamos fazendo esforços para isso", declarou Moon. Já o ministro da unificação sul-coreano Lee In-young, relatou que, caso a declaração seja firmada, isso pode significar um "ponto de virada para uma nova fase de paz" entre as Coreias. 

"A Coreia do Norte tem aparentemente mostrado uma maneira mais aberta de diálogo do que antes", informou. "A Coreia do Norte disparou vários mísseis de curto alcance este ano, mas não fez a situação se deteriorar severamente ao elevar as tensões a um nível alto."