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Degelo no Ártico pode fazer emergir vírus e bactérias mortais

A constatação do navio de pesquisa 'Polarstern', que terminou nesta semana a maior expedição científica já feita no Polo Norte

Giovanna de Matteo Publicado em 15/10/2020, às 09h41

Cena mostra degelo no Ártico
Cena mostra degelo no Ártico - Reprodução/NASA

O navio de pesquisa 'Polarstern' terminou a maior expedição já feita no Polo Norte pelo Instituto Alfred-Wegener, nesta segunda-feira, 12. Cientistas e especialistas de 20 países que ficaram mais de um ano em pesquisa no Ártico voltaram a Bremerhaven, Alemanha, e divulgaram os dados científicos levantados pelo estudo.

Os resultados das pesquisas mostraram preocupação e alarme sobre as mudanças climáticas. A equipe do navio quebra-gelo verificou o ritmo acelerado do degelo do Ártico, devido o aquecimento global. 

Porém, uma das maiores preocupações foi a descoberta de vírus e bactérias mortais, que se encontram "adormecidos" nas camadas subterrâneas. O perigo é de que, quando há o derretimento, esses podem emergir à superfície.

Alguns desses micróbios já foram identificados, como os bacilos de antrax, que até então, podem ser mortais para a fauna natural e para o ser humano. Um caso de morte já foi registrado em 2016, quando um menino de 12 anos faleceu na Sibéria ao ter contato com a malígna bactéria. 

A expedição coletou mais de 150 terabits de dados e centenas de amostras na região. A ideia dos pesquisadores é analisar e decifrar o intrínseco papel do Ártico no aquecimento global, para então planejar e propor soluções e modelos de previsão do tempo para o próximo século.