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Depois de caso do menino preso em barril, Campinas anuncia mudanças na avaliação de denúncias

Órgãos de assistência social foram criticados após a revelação do crime que chocou o Brasil

Fabio Previdelli Publicado em 20/02/2021, às 09h57

Imagem do menino que foi acorrentado em um barril
Imagem do menino que foi acorrentado em um barril - Divulgação/ PM Campinas

Após o caso do menino acorrentado em um Barril, a prefeitura de Campinas — cidade onde o crime ocorreu — disse que irá mudar a maneira como recebe e avalia as denúncias de violência feita contra crianças e mulheres. As informações são do UOL. 

Essas transformações irão acontecer após dezenas de críticas que órgão de assistência social receberam por serem, supostamente, omissos com o caso.  

De acordo com Vandecleya Moro, secretária de Assistência Social de Campinas, as denúncias continuarão sendo feitas da mesma forma: através do Conselho Tutelar e da Polícia.

Porém, o que muda, é a maneira como os casos da chamada “média complexidade” serão tratados — que são aqueles onde não ocorre um “rompimento do vínculo familiar”, mas, ainda assim, existe algum tipo de violência.  

"Muitas das medidas já começaram a ser colocadas em prática. Nós temos a intenção de agilizar o atendimento nessas situações", explicou Moro. Outra medida que será adotada é a reanalise de casos urgentes que foram encaminhados para os Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas). 

"Essa reanálise não é apenas com papeis e parte burocrática. Isso inclui as visitas em casa, e um pente fino em todos os casos considerados mais graves", diz Vandecleya. Estima-se que 100 casos mais graves serão revistos, o que representa 5% do total de média complexidade atendido em Campinas.  

A prefeitura do município também pretende capacitar entidades parceiras e técnicos da secretaria de Assistência Social para o atendimento de casos graves, algo visto com bons olhos por Maria Angélica Batista, coordenadora de Proteção Social, que considera a medida fundamental para que, desde o primeiro atendimento de um possível caso de violência contra mulheres ou crianças, seja possível ter um bom panorama de como a situação está.  

"Todos serão treinados para observar os problemas logo de cara. Quanto antes for possível detectar que tem algo errado, mais rápido consegue-se dar os atendimentos necessários", declarou.