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Dinossauro que viveu há cerca de 85 milhões de anos no interior de SP, pertence a uma espécie inédita

Os fósseis encontrados há 24 anos são de uma espécie de titanossauro que ainda não havia sido registrada. Confira fotos!

Penélope Coelho Publicado em 04/05/2021, às 09h22

Ilustração do Arrudatitan maximus
Ilustração do Arrudatitan maximus - Divulgação/ Ariel Milani Martine

De acordo com um estudo recente publicado pela revista científica Historical Biology, pesquisadores fizeram novas descobertas sobre um gênero de dinossauro encontrado no interior de São Paulo. As informações foram repercutidas nesta terça-feira, 4, no portal de notícias G1.

Com ajuda de novas tecnologias, especialistas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP), em parceria com o Museu de Paleontologia de Monte Alto (SP), descobriram que fósseis encontrados em 1997, em Cândido Rodrigues, cidade localizada no interior de São Paulo, pertencem a uma espécie inédita de titanossauro.

Fósseis do Arrudatitan maximus / Crédito: Divulgação/ Museu de Paleontologia de Monte Alto/Arquivo

 

Segundo revelado na publicação, o animal de 22 metros de comprimento, viveu há cerca de 85 milhões de anos durante o período Cretáceo.

De acordo com o principal autor do estudo, Julian Junior, o novo gênero é exclusivo de São Paulo. Há 24 anos, acreditava-se que o dinossauro em questão pertencia a uma espécie de dinossauros da Argentina, conhecida como Aelosaurus.

Ossos de dinossauro encontrado no interior de SP / Crédito: Divulgação/ Museu de Paleontologia de Monte Alto/Divulgação

 

Entretanto, os novos estudos concluíram diversas diferenças entre eles, por isso, o dinossauro foi rebatizado e agora é chamado de Arrudatitan maximus. De acordo com os pesquisadores, a principal diferença entre o gigante jurássico argentino e o encontrado no interior de SP, está na articulação da cauda e na ancestralidade genética.

De acordo com o paleontólogo envolvido na pesquisa, Fabiano Iori, o achado ajuda a entender melhor sobre os dinossauros que viveram em solo brasileiro: "Esta descoberta dá uma cara mais regional e inédita para a paleontologia brasileira, além de refinar nosso conhecimento sobre os titanossauros, que são estes dinossauros pescoçudos", afirma. 

Fóssil do 'Arrudatitan maximus' / Crédito: Divulgação / Érico Andrade/G1

 

Leia a pesquisa completa aqui.