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Estegossauros viveram em ilha escocesa há 170 milhões de anos, diz estudo

A descoberta revela que o local tem agora um dos registros fósseis mais antigos conhecidos do grande grupo de dinossauros

Fabio Previdelli Publicado em 12/03/2020, às 13h20

Imagem ilustrativa de Estegossauros
Imagem ilustrativa de Estegossauros - Divulgação

Os paleontólogos descobriram pegadas de estegossauros na Ilha de Skye, na Escócia, provando que os dinossauros herbívoros de 10 metros de comprimento vagavam pela ilha há 170 milhões de anos.

As trilhas foram encontradas, em 2017, na costa nordeste da ilha após as tempestades de primavera que moveram rochas ao longo da praia. Assim, uma equipe da Universidade de Edimburgo descobriu uma curta sequencia de pegadas ovais distintas deixadas pela espécie.

“As trilhas estão localizadas em superfícies planas e rochosas perto da praia, portanto são expostas apenas na maré baixa. A maré cai sobre eles, todos os dias”, explicou o paleontólogo da Universidade de Edimburgo, Steve Brusatte.

Pegada de estegossauros / Crédito: Divulgação

 

A descoberta significa que o local, em Brothers' Point, tem agora um dos registros fósseis mais antigos conhecidos desse grande grupo de dinossauros. "Esses novos locais de trilhas nos ajudam a ter uma noção melhor da variedade de dinossauros que viveram perto da costa de Skye durante o Jurássico médio”, diz a pesquisadora da Universidade de Edimburgo e principal autora da pesquisa, Paige dePolo.

As descobertas na ilha forneceram aos cientistas pistas vitais sobre a evolução inicial dos principais grupos de dinossauros, incluindo enormes saurópodes de pescoço longo e ferozes primos comedores de carne do Tiranossauro Rex.

“Essas descobertas estão fazendo de Skye um dos melhores lugares do mundo para entender a evolução dos dinossauros no meio do Jurássico. Sabemos que os dinossauros estavam se diversificando com um frenesi no Jurássico Médio, mas existem poucos locais fósseis dessa época em qualquer lugar do mundo”, concluiu Brusatte.

O estudo — que também envolveu cientistas dos Museus Nacionais da Escócia, da Universidade de Glasgow, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Museu Staffin — foi publicado ontem, dia 11,  na revista Plos One.