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Garoto encontra anel de ouro de 1,5 mil anos com detector de metais na Noruega

Com o aparelho, o jovem de 12 anos tentava ajudar o avô a reencontrar uma aliança perdida

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 14/08/2021, às 12h36 - Atualizado às 12h37

Sander e o avô seguram a peça (esq.) / Anel em plano detalhe (dir.)
Sander e o avô seguram a peça (esq.) / Anel em plano detalhe (dir.) - TARIQ ALISUBH / NRK

Durante o inverno europeu deste ano, o norueguês Tomas Vang perdeu a aliança que usava há décadas em seu casamento. Buscando refazer seus últimos passos para tentar localizar a peça, ele contou com o auxílio do neto Sander, de 12 anos, o equipando com um detector de metais. Porém, passando por um dos jardins que visitou, o aparelho começou a apitar muito alto, iniciando uma escavação.

Pensando ter encontrado o item do avô, a dupla localizou um anel de ouro, posteriormente datado de 1,5 mil anos. O caso foi revelado pela emissora local NRK, logo após Vang ter notificado arqueólogos com o auxílio do escritório municipal de patrimônio cultural do município de Trøndelag. Por lá, soube que sua estimativa de fabricação é do final da época romana ou época da migração massiva europeia.

Anel de ouro encontrado por Sander / Crédito: TARIQ ALISUBH / NRK

 

Confeccionada com pequenas tiras de ouro retorcidas, os pesquisadores constataram que a peça originalmente pode ter sido feita com uma moeda de pagamento de bens e serviços. Após a confirmação da raridade, a peça foi limpa e catalogada antes de ser enviada ao Museu de Ciências NTNU, passando por escaneamentos detalhados para ser adicionado na coleção do instituto.

Mesmo com a rara descoberta, Tomas manifesta desapontamento por não ter achado o simbólico anel de união: “Eu gostaria de ter encontrado o meu, mas estou feliz por termos encontrado este. Claro, este é um ótimo achado”.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatrae Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.