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Notícias / Rodolfo Hernández

Guerrilha nega sequestro de filha de candidato à presidência da Colômbia

Grupo ELN nega acusação de sequestro e desaparecimento de filha de candidato à presidência da Colômbia

Luisa Alves, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 09/06/2022, às 19h47

Rodolfo Hernández - Divulgação/Youtube/EL HERALDO
Rodolfo Hernández - Divulgação/Youtube/EL HERALDO

A participação pelo ELN (Exército de Liberação Nacional) no sequestro e desaparecimento da filha adotiva do candidato à presidência da Colômbia, Rodolfo Hernández, foi negada pelo grupo nesta quinta-feira, 9.

O comunicado enviado pelo Exército de Liberação Nacional à imprensa veio devido à acusação do candidato presidencial, Rodolfo Hernández, de que o grupo teria feito sua filha de refém em 2004, exigindo um resgate milionário.

"Depois de fazer as respectivas indagações, informamos ao país que nunca tivemos como refém Juliana Hernández Olivero, filha adotiva de Rodolfo Hernández", informou o ELN em um comunicado enviado à imprensa. As informações são do site UOL.

Segundo Hernández, Juliana Hernández Olivero, teria sido sequestrada durante uma viagem que fez com uma amiga para Catatumbo, região conhecida pela produção de coca. O candidato contou à Blu Radio, em fevereiro deste ano, que foi chantageado pelo ELN e que já havia pagado o resgate de seu pai, em 1994, às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), não querendo ceder novamente.

"Talvez, nunca soubemos a verdade, o Exército de Liberação Nacional a levou e começou a me chantagear", disse ele em entrevista à Blu Radio.

O grupo desmente as acusações: "Nunca nos comunicamos com Rodolfo Hernández para pedir dinheiro por sua libertação porque ela não estava com a gente, nem tínhamos informações a respeito", declarou o ELN em sua mensagem à imprensa. De acordo com eles, Juliana pode ter sido sequestrada pelo grupo FARC, o qual, Rodolfo Hernández acusou antes de citar o ELN.

A guerrilha FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), assinou um acordo de paz com o Estado da Colômbia em 2016 e é tida como suspeita por constantemente culpar o ELN pelo desaparecimento da filha adotiva do ex-prefeito de Bucaramanga. Já as negociações de paz com o ELN foram encerradas em 2019 após um atentado com carro-bomba que deixou 22 mortos, além do agressor, na academia de polícia de Bogotá.

Candidato à presidência

O outsider milionário e engenheiro de 77 anos, Rodolfo Hernández, segundo pesquisas, está em posição de empate técnico com o postulante de esquerda Gustavo Petro, vencedor no primeiro turno com 40% do votos. O segundo turno será disputado dia 19 junho. Sua proposta consiste no combate à corrupção e na defesa do livre mercado.