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Notícias / Assassinato

Santa Catarina: Cadáver de homem é encontrado com pedras amarradas em genitais

José Edilson da Silva era deficiente auditivo e estava desaparecido desde 30 de junho

Redação Publicado em 07/07/2022, às 15h32 - Atualizado em 08/07/2022, às 16h14

José Edilson da Silva tinha 29 anos e morreu em Santa Catarina - Divulgação/Arquivo pessoal
José Edilson da Silva tinha 29 anos e morreu em Santa Catarina - Divulgação/Arquivo pessoal

José Edilson da Silva — deficiente auditivo e natural de Pernambuco —, de 29 anos, foi encontrado morto e com sinais de violência no mar de Itajaí, cidade do litoral norte de Santa Catarina.

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga agora a morte da vítima, que estava desaparecida desde 30 de junho, quando saiu para ir à academia em Balneário Camboriú, cidade vizinha a Itajaí, e não foi mais visto.

A vítima foi avistada dentro da água na última quarta-feira, 6, por volta do meio-dia na região do Canto do Morcego, no costão da Praia Brava, por uma mulher que acompanhava seu marido na pesca de mariscos.

De acordo com a polícia, o corpo do homem — que estava sem roupas quando foi encontrado — "estava amarrado a uma pedra pelas genitais e tinha um corte na cabeça, indicando a prática do crime de homicídio."

O corpo de José Edilson foi identificado devido a uma tatuagem em seu antebraço, que era constatada em registro de desaparecimento informado desde a última sexta-feira, 1. A família logo foi ao Instituto Médico Legal (IML) e reconheceu o corpo.

José Edilson da Silva era surdo-mudo e tinha como hobby ir à academia e o ciclismo
José Edilson da Silva era surdo-mudo e tinha como hobby ir à academia e o ciclismo / Divulgação/Arquivo pessoal

Justiça

Maria das Graças da Silva, irmã de José Edilson, que morava com ele na mesma casa, contou em entrevista ao UOL que estavam morando em Balneário Camboriú há cerca de 1 ano e 6 meses. Segundo o portal de notícias, Maria e José Edilson foram para Santa Catarina a fim de melhorar de vida.

No momento, o homem não estava trabalhando e, segundo a irmã, tinha como principal hobby a prática de atividades físicas, frequentando sempre a academia — para onde estava indo quando desapareceu — e era apreciador de ciclismo. Inclusive, a tatuagem em seu antebraço era de uma bicicleta.

Era um dia comum, ele saiu para ir para a academia próximo da roda gigante [ponto turístico de Balneário Camboriú], mas não chegou ao seu destino, nem voltou para casa. Não conseguimos entender o que aconteceu, ele era surdo-mudo, era como uma criança, puro, bondoso, não fazia mal a ninguém. Meu irmão não tinha inimigos, nada que justificasse essa crueldade", disse Maria.

A irmã da vítima ainda demonstrou revolta com o acontecimento e disse querer saber quem fez e o motivo. "Eu quero justiça", completou.

A Polícia Civil de Santa Catarina, por sua vez, confirmou abertura de inquérito para apurar a morte de José Edilson da Silva, mas ainda não informou muitos detalhes sobre a investigação.