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Notícias / Cachorro

Lei que proíbe consumo de carne de cachorro é aprovada na Coreia do Sul

O costume que vem gerando debates há anos enfim teve uma resolução aprovada nesta terça-feira, 9, e vendedores podem chegar a serem presos; entenda!

Isabelly de Lima Publicado em 09/01/2024, às 10h41

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Cachorros em jaulas, na Coreia do Sul - Getty Imagens
Cachorros em jaulas, na Coreia do Sul - Getty Imagens

Em uma decisão histórica, o parlamento da Coreia do Sul aprovou, nesta terça-feira, 9, um projeto de lei que proíbe a criação e o abate de cães para consumo, encerrando uma prática tradicional e controversa que perdurou por anos.

O projeto, que recebeu apoio bipartidário, destaca a transformação nas atitudes em relação ao consumo de carne de cachorro ao longo das últimas décadas. A nova lei proibirá a distribuição e venda de produtos alimentares elaborados com ingredientes caninos, impactando diretamente aqueles envolvidos na indústria, como criadores e vendedores de cães.

Embora os clientes que consomem carne de cão não enfrentem punições, qualquer pessoa envolvida na produção, venda ou abate poderá ser punida com até três anos de prisão ou multada em até 30 milhões de won coreanos (cerca de US$ 23 mil, aproximadamente R$ 112 mil).

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Proprietários de fazendas e restaurantes de carne de cachorro terão um período de carência de três anos para fechar ou mudar de negócio, com apoio obrigatório dos governos locais na transição para outras atividades. O projeto agora aguarda a aprovação final do presidente Yoon Suk Yeol, segundo a CNN Brasil.

Números significativos

A Coreia do Sul, assim como partes do Vietnã e do sul da China, tem uma história de consumo de carne de cachorro, vista anteriormente como uma fonte de proteína acessível. Atualmente, existem cerca de 1.100 fazendas de cães no país, criando meio milhão de cães para esse fim, de acordo com o Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais.

No entanto, a prática tem sido alvo de críticas, principalmente de ativistas dos direitos dos animais e grupos internacionais, que trabalham para resgatar cães de fazendas sul-coreanas. A mudança nas atitudes em relação ao consumo de carne de cachorro é evidente, com o aumento da posse de animais de estimação e a diminuição significativa no número de sul-coreanos que consomem esse tipo de carne.

Uma pesquisa recente da Gallup Coreia revelou que 64% dos entrevistados são contra o consumo de carne de cachorro, representando um aumento notável em relação a 2015. A queda no número de restaurantes que servem carne de cão em Seul entre 2005 e 2014 também evidencia a mudança nas preferências alimentares da população, já que esse número caiu 40%.

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