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Líder de seita religiosa, acusado de extorquir dinheiro e agressão, é preso na Rússia

Sergei Torop, que afirmava ser uma reencarnação de Jesus Cristo, foi detido após passar 30 anos à frente de uma doutrina polêmica

Alana Sousa Publicado em 23/09/2020, às 12h00

Sergei Torop no momento da prisão
Sergei Torop no momento da prisão - Divulgação/Twitter

Foi preso nas últimas horas, Sergei Torop, o líder de uma seita religiosa conhecida como Igreja do Último Testamento. Detido na Rússia, o homem é acusado de “estabelecer uma associação religiosa cujas atividades envolvem violência contra indivíduos e de infligir lesões corporais graves a duas ou mais pessoas”, conforme anunciou o Comitê de Investigações da Rússia.

Também chamado de Vissarion, Torop afirma ser uma reencarnação de Jesus Cristo, seu movimento conta com cerca de quatro mil seguidores, que vivem em aldeias remotas na Sibéria — que se referem como Cidade do Sol. Em seu auge, no início da década de 2000, havia dez mil integrantes.

A Rússia revelou que estes membros sofriam com abusos emocionais; além disso, Sergei utilizava sua influência para extorquir seus seguidores, no que a investigação se refere como uma organização religiosa ilegal. Não só Torop foi capturado pelas autoridades russas, mas também dois de seus principais aliados: Vadim Redkin, seu braço direito, e Vladimir Vedernikov, seu assessor.

Ex-policial de trânsito, o líder religioso fundou sua seita com a queda da União Soviética, em 1991, desde então acumula inúmeros fiéis, como professores, médicos, músicos, ex-oficiais do Exército Vermelho e, até mesmo, um ex-ministro da Bielorússia. Engana-se quem pensa que seu controverso carisma atrai somente pessoas de sua nação, foram identificados membros ativos em países como Austrália, Alemanha e Bélgica.