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Pesquisas da França e Suécia confirmam envenenamento de opositor russo

Governo alemão divulgou os resultados que confirmaram o envenenamento através do agente neurotóxico Novichokdo, do opositor russo Alexei Navalny

Giovanna de Matteo Publicado em 14/09/2020, às 08h48

Foto de Alexei Navalny
Foto de Alexei Navalny - Wikimedia Commons

Em 3 de setembro, um laboratório alemão afirmou que o opositor russo Alexei Navalny, de 44 anos, foi envenenado com um potente agente neurotóxico, mas após a negação de Moscou sobre a notícia, o porta-voz da chanceler Angela Merkel, Steffen Seibert, disse que a Alemanha pediu a França e Suécia "uma revisão independente da evidência alemã a partir de novas amostras de Navalny". A vítima continua hospitalizada em Berlim.

"Os resultados da revisão em laboratórios especializados da França e da Suécia estão disponíveis e confirmam a evidência alemã", declarou Seibert, que completou: "Até o momento, três laboratórios apresentaram de maneira independente a prova de que um agente neurotóxico do grupo Novichok é a causa do envenenamento de Navalny".

O uso desse agente químico constitui uma violação grave da Convenção sobre as Armas Químicas e, por este motivo, Berlim solicitou a análise das provas do caso Navalny à Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ).

O porta-voz alemão afirmou que a OPAQ "extraiu amostras de Navalny e tomou as medidas necessárias para as análises nos laboratórios de referência da organização". Berlim impôs mais uma vez que o governo russo dê explicações sobre o ocorrido; Em resposta, Moscou pediu que as informações das análises do laboratório alemão que identificaram a substância do tipo Novichok sejam entregue a eles.

As autoridades russas afirmam que as análises feitas durante a internação de Navalny em Omsk, Sibéria, não revelaram intoxicação por parte de nenhuma substância química no organismo do opositor.