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Médico judeu trata de paciente com covid-19 que apresentava tatuagens nazistas

O relato do médico americano Taylor Nichols, publicado no último dia 30, viralizou nas redes sociais

Giovanna Gomes Publicado em 07/12/2020, às 08h43

Representação do coronavírus
Representação do coronavírus - Wikimedia Commons

Taylor Nichols, um médico americano que atua na Califórnia, relatou em um post em suas redes sociais no dia 30 de novembro algo que vivenciou enquanto trabalhava. Ao trocar a roupa de um paciente com covid-19 por um avental hospitalar, percebeu que o corpo do homem era coberto por tatuagens nazistas.

"Não me deixe morrer, doutor", pediu o paciente. "Eu garanti a ele que todos nós trabalharíamos duro para cuidar dele e mantê-lo vivo da melhor maneira possível", disse o médico, que é judeu, em seu relato. Ainda segundo Nichols, o paciente também foi tratado por um profissional negro e outro asiático.

"Todos nós vimos. Os símbolos de ódio em seu corpo manifestavam publicamente e com orgulho seus pontos de vista. Todos nós sabíamos o que ele pensava de nós. O que ele achava sobre nossas vidas", escreveu o médico em sua conta no Twitter.

"Mas nosso trabalho era valorizar a vida dele. Então, aqui estávamos nós, trabalhando em equipe para garantir que daríamos a ele a melhor chance possível de sobreviver. Tudo isso enquanto usávamos máscaras, aventais, protetores faciais e luvas", acrescentou em texto publicado no Washington Post.

Ele ainda declarou que enquanto realizava o procedimento ficou se perguntando: "o que ele poderia pensar de ter um médico judeu cuidando dele agora ou o quanto ele se importaria em salvar minha vida se nossos papéis estivessem trocados".