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MG: Cervejaria desiste de construir fábrica em área arqueológica

A região ficou mundialmente conhecida após o mais antigo fóssil humano das Américas, Luzia, ter sido encontrado no local

Penélope Coelho Publicado em 15/12/2021, às 14h22

Fotografia da região da Lapa Vermelha, em Minas Gerais
Fotografia da região da Lapa Vermelha, em Minas Gerais - Divulgação/Governo de Minas Gerais

Recentemente, a cervejaria Heineken informou que não irá seguir com o plano de construir uma fábrica da empresa em Pedro Leopoldo, Belo Horizonte, Minas Gerais. No local em questão, foi encontrado o mais antigo fóssil humano das Américas, Luzia.

Desde setembro a construção vem sendo alvo de polêmicas, quando o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade havia embargado o empreendimento, afirmando que a fábrica colocaria em risco a preservação da área.

A realização da obra poderia ter impactos no sistema hídrico da histórica região da Lapa Vermelha, área de sítios arqueológicos e cavernas. As informações foram publicadas na última segunda-feira, 13, pelo portal de notícias g1.

Em nota, a Heineken informou que a construção acontecerá em outra região de Minas Gerais. Além disso, a companhia também afirmou que irá realizar uma doação para preservar a arqueologia da região.

“A decisão foi tomada após poucos meses de diálogo sobre os diferentes entendimentos de órgãos envolvidos e da sociedade em geral, relacionados à proximidade do atual terreno com uma importante área de preservação ambiental e arqueológica da região”, pontuou a empresa.