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Notícias / Brasil

Mulher é autorizada a fazer aborto após descobrir anomalia em feto

Em Curitiba, o caso assustou os médicos pelo problema ser raro

Alan de Oliveira | @baco.deoli sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 31/05/2022, às 13h38 - Atualizado às 13h59

Foto meramente ilustrativa de uma gravidez - Getty Images
Foto meramente ilustrativa de uma gravidez - Getty Images

Em Curitiba, uma mulher chamada Maria, descobriu o risco de desenvolvimento embrionário malformado na 12ª semana de sua primeira gravidez, no domingo, 29. Através de um ultrassom, foi confirmado que o feto tinha um problema chamado “Body Stalk”, causado por uma falha na formação do cérebro que afeta um em cada 15.000 embriões, sendo assim, algo bastante incomum.

Embora não seja o mesmo que anencefalia — em que o aborto é autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — Body Stalk também impede a vida extrauterina porque partes vitais do corpo não se desenvolvem.

Para evitar o trauma de ter que interromper o processo, tendo que emitir uma certidão de óbito logo após a realização do parto, Maria buscou o direito de parar a gravidez na Defensoria Pública do Estado do Paraná.

Ela conseguiu o direito de fazer a operação com agendamento para o dia 18 de maio, segundo apuração do portal “Universa”.

"Descobri o problema no dia 21 de março, após ter um sangramento. Tinha de ir ao médico três vezes por semana, fazer acompanhamento psicológico e passar pelas equipes paliativas. Peguei trauma de fazer ecografia atrás de ecografia, de escutar o coraçãozinho", disse.

Mudanças de pensamentos sobre abortos

A curitibana fala que após adquirir conhecimento sobre os riscos acerca de sua gravidez, todo o acompanhamento médico se tornou algo extremamente dolorido.

"Toda vez que fazia o exame, me informavam sobre coisas que eu não queria saber, que o bebê não tinha uma perna, depois que não tinha as duas pernas. Era muito sofrido. Sempre fui contra o aborto, mas só a gente sabe o que passa diariamente”, contou sobre a experiência negativa que está passando.

Por fim, ela ainda alegou que será muito difícil de superar a tristeza que está sentindo diante de todo esse processo. Está buscando um acompanhamento psicológico para evitar quaisquer danos emocionais no seu futuro.

Ao menos, acalenta sua tranquilidade ao lembrar que agora “não tem mais uma futura vida se desenvolvendo para não viver”.