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Na Austrália, surfista é mordido por tubarão, volta para a areia e anda 300 metros até receber ajuda

O homem disse que a situação foi "como ser atropelado por um caminhão" e foi elogiado por paramédicos por sua história de sobrevivência “notável”

Isabela Barreiros Publicado em 08/12/2020, às 07h00

Imagem ilustrativa de um tubarão-tigre
Imagem ilustrativa de um tubarão-tigre - Wikimedia Commons

Um homem foi mordido por um tubarão ontem, 6, em D'Estrees Bay, na Ilha Kangaroo, na Austrália. A história, no entanto, é impressionante: o surfista voltou nadando até a praia, apesar dos ferimentos graves, e andou pelo menos 300 metros até ser atendido por paramédicos.

Ele estava com lacerações “sérias” nas costas e apresentava “uma grande mordida de tubarão” em uma de suas pernas. Ainda assim, ele conseguiu se mover para fora da água e encontrar outras pessoas para que pudesse ter um atendimento médico.

“Eu estava sentado na prancha quando senti uma batida no meu lado esquerdo. Foi como ser atropelado por um caminhão”, explicou. “Ele me mordeu nas costas, nádega e cotovelo, e arrancou um pedaço da minha prancha. Eu tive um vislumbre do tubarão quando ele se soltou e desapareceu. ”

Dois paramédicos foram responsáveis por dar um tratamento emergencial para o surfista quando o encontraram. “Nós o estabilizamos ao lado da estrada, tratamos seus ferimentos e controlamos sua dor”, disse Michael Rushby, paramédico. “O jovem sofreu graves lacerações e estas foram nas costas, nas costas e na coxa. Essas lesões foram consistentes com uma grande mordida de tubarão”.

“Essa é uma das partes notáveis ​​da história, ele me disse que nadou de volta para a praia sozinho”, disse ele. “E então ele teve que andar 300 metros até o estacionamento, onde conseguiu a ajuda de transeuntes. Com a extensão de seus ferimentos, isso foi notável”, contou Rushby.

Depois disso, o homem foi levado para Centro Médico Flinders, para receber atendimento especializado. “Ele conseguiu manter uma conversa desde o momento em que o conheci até o momento em que o entreguei. Ele estava indo bem, conseguia se lembrar do evento e conseguia manter uma conversa boa e reconfortante”, explicou.