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Notícias / Colômbia

Na Colômbia, ex-líder das Farcs é morto a tiros por franco-atirador

Partido, marcado pelo histórico de guerrilha, informou a morte e denunciou o crime nas redes sociais

Isabelly de Lima, sob supervisão de Wallacy Ferrari Publicado em 05/07/2022, às 19h29

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Imagem poética da bandeira da Colômbia - Foto de GRAPHICALBRAIN por Pixabay
Imagem poética da bandeira da Colômbia - Foto de GRAPHICALBRAIN por Pixabay

O partido surgido após o desarmamento, o Bloco Sul das Forças Armadas (Farc), denunciou nesta terça-feira, 5, o assassinato de um líder por um franco-atirador no sul da Colômbia. O homem, que era conhecido como Ronald Rojas enquanto era líder do grupo, tinha 41 anos e foi baleado no peito duas vezes, na última segunda-feira.

Em comunicado, o partido informou que o crime aconteceu em uma zona rural da cidade de Neiva. Contando o assassinato de Rojas, o chefe do partido Comunes, Rodrigo Londoño, comentou no Twitter que "chega-se ao aterrador número de 333 signatários da paz assassinados, a maioria dos quais no governo Duque”.

Rojas foi o responsável político por uma das maiores estruturas da guerrilha mais poderosa das Américas e se juntou à comissão de monitoramento dos acordos assinados depois de ter assinado o acordo de paz. Lá ele denunciou “ataques direcionados”, contra seus antigos colaboradores e ex-guerrilheiros.

Saída da política

Por ter algumas divergências com algumas lideranças do partido, Rojas deixou o Comunes em abril de 2021. O chefe da missão da ONU na Colômbia, Carlos Ruiz Massieu, disse no Twitter que ele era "um líder comprometido com o território, com o diálogo e com o processo de reincorporação”, segundo informações do Uol.

A Colômbia ainda lida com grupos armados que lucram com o tráfico de drogas e receitas ilegais, ainda que o acordo de paz tenha reduzido a violência política. Esse lucro ocorre com maior frequência nas áreas em que a Farc tinha grande influência.