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ONU faz reunião de emergência para discutir Talibã: 'Comunidade internacional deve se unir'

Para o secretário-geral do órgão, a 'ameaça terrorista mundial' estabelecida no Afeganistão pede por um esforço conjunto

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 16/08/2021, às 14h40

Combatentes do Talibã no palácio presidencial de Cabul
Combatentes do Talibã no palácio presidencial de Cabul - Divulgação/ Vídeo

O Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de emergência para discutir a retomada do governo afegão pelo grupo radical conhecido como Talibã.

Os fundamentalistas islâmicos, que estiveram afastados do poder nos últimos 20 anos, invadiram a capital do país no último domingo, 15.

No encontro das Nações Unidas, o secretário-geral da organização, Antonio Guterres, pediu às nações que colaborem em um esforço global para “suprimir a ameaça terrorista mundial no Afeganistão", conforme repercutido pelo UOL. 

"A comunidade internacional deve se unir para garantir que o Afeganistão nunca mais seja usado como plataforma ou refúgio de organizações terroristas", afirmou o líder. 

Vale lembrar que, no passado, o Talibã ofereceu proteção para a Al-Qaeda, grupo terrorista comandado por Osama Bin Laden e que esteve por trás do atentado de 11 de setembro contra as Torres Gêmeas. 

Foi após esse episódio que as tropas norte-americanas invadiram o território afegão.

O cenário começou a mudar a partir de maio deste ano, todavia, com a decisão do presidente Biden de fazer a retirada gradual dos soldados estadunidenses do país. Infelizmente, essa brecha foi aproveitada pelos fundamentalistas para fazer sua investida. 

“Estamos recebendo relatos assustadores de severas restrições aos direitos humanos em todo o país. Estou particularmente preocupado com os relatos de crescentes violações dos direitos humanos contra mulheres e meninas no Afeganistão", declarou Guterres ainda. 

O conselho conta com representantes de 15 países diferentes. Aqueles que detém cadeiras permanentes são os EUA, Reino Unido, França, Rússia e China.