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Países haviam alertado sobre possível ataque em Cabul

A região do aeroporto internacional da capital afegã foi palco de tiros e de pelo menos duas explosões nesta quinta-feira, 26

Pamela Malva Publicado em 26/08/2021, às 14h00

Fotografia de afegãos e britânicos desembarcando em Brize Norton, na Inglaterra
Fotografia de afegãos e britânicos desembarcando em Brize Norton, na Inglaterra - Getty Images

Nesta quinta-feira, 26, pouco antes das explosões registradas na região do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, os governos dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália divulgaram alertas acerca de uma ameaça terrorista. Nos comunicados, os países pediam que seus cidadãos abandonassem o aeroporto o mais rápido possível.

Acontece que, segundo o G1, o aeroporto internacional Hamid Karzai é a única chance que milhares de estrangeiros têm para sair do país recém-tomado pelo Talibã. Por esse motivo, ele seria um grande alvo para eventuais ataques terroristas.

Para o secretário de Estado britânico das Forças Armadas, James Heappey, por exemplo, existia “uma ameaça muito séria, muito iminente" em torno do aeroporto. "As informações obtidas ao longo da semana são cada vez mais sérias e fazem referência a uma ameaça iminente e grave", afirmou o representante britânico.

O ministério das Relações Exteriores britânico, por sua vez, também publicou um alerta em seu site. “Não siga para o aeroporto internacional Hamid Karzai de Cabul”, pediu a pasta. “Há uma ameaça elevada e permanente de ataque terrorista.”

Andrew Hastie, ministro da Defesa da Austrália, alertou que “o risco de um ataque suicida com explosivos é muito elevado”. Da mesma forma, o Departamento de Estado norte-americano falou sobre supostas “ameaças de segurança", sem dar mais detalhes.

Prazo de retirada

Ainda de acordo com o G1, a urgência em retirar estrangeiros do Afeganistão aumenta a cada dia, já que o prazo dado pelos Estados Unidos acaba em 31 de agosto. Depois dessa data, as tropas norte-americanas serão completamente retiradas da região.

Nesse sentido, diversas nações já pediram que Joe Biden aumente o prazo previsto, mas acabaram recebendo uma resposta negativa do presidente norte-americano. De qualquer forma, o próprio Talibã já afirmou que não aceitaria a prorrogação da data.

Segundo Biden, um de seus principais motivos para não aceitar as solicitações internacionais é porque existe uma "aguda" ameaça terrorista do Estado Islâmico. "A cada dia, as operações suscitam um risco suplementar para nossas tropas", narrou o presidente dos Estados Unidos. “O inimigo número 1 dos talibãs visa o aeroporto para atacar as forças americanas e aliadas, bem como civis inocentes.”