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Palácio mais antigo da China é descoberto, afirmam arqueólogos

Com 5 mil anos, a estrutura milenar corrige um erro histórico de que os primeiros palácios teriam sido construídos durante a Dinastia Xia

Alana Sousa Publicado em 13/01/2021, às 12h00

Imagem do local em que as ruínas do palácio foram encontradas
Imagem do local em que as ruínas do palácio foram encontradas - Divulgação

Na província de Henan, região central da China, arqueólogos encontraram ruínas do que pode ser o mais antigo palácio do país. A rara descoberta remonta há 5.300 anos, e ainda oferece pistas cruciais sobre a origem da civilização chinesa. A informação foi divulgada pelo jornal The Straits Times.

De acordo com o diretor do Instituto Municipal de Pesquisa de Relíquias e Arqueologia Culturais de Zhengzhou, Gu Wanfa, a propriedade conta com dois complexos em uma plataforma que cobre uma extensa área de 4.300 m².

“O arranjo espacial de tão grandes pátios e a cidade-palácio colocando a área administrativa em frente à área de estar da família real criaram um precedente para o sistema de palácios na China”, falou o pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Sociais, He Nu, sobre a importância e especificidade do local histórico.

Vestígios do palácio chinês / Crédito: Divulgação

 

Contando com pátios de 880 m², o palácio oferece uma arquitetura tradicional, onde as residências dos membros da corte ficavam em frente à área administrativa. A descoberta ainda mostra que a história de tais construções é muito mais antiga do que os especialistas imaginavam.

Sendo que o palácio mais antigo, até então, era pertencente a Dinastia Xia, com 4 mil anos. Por isso, a nova expedição aponta que o consenso acadêmico estava errado em cerca de mil anos.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.