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Parlamentar é presa após assumir ter usado transporte público sabendo que estava infectada com Covid-19

Margaret Ferrier pegou um trem de Londres para Glasgow, na Escócia, e gerou revolta nas redes sociais

Penélope Coelho Publicado em 05/01/2021, às 10h08

Fotografia de Margaret Ferrier
Fotografia de Margaret Ferrier - Wikimedia Commons

De acordo com informações publicadas nesta terça-feira, 5, pelo UOL, a parlamentar britânica Margaret Ferrier foi presa ontem, 4, após admitir que usou o transporte público sabendo ter testado positivo para a Covid-19.

Mesmo consciente de seu diagnóstico, a mulher decidiu viajar de trem no mês de setembro, em um trajeto de Londres até Glasgow, na Escócia. Na época, a polícia de Londres investigou o caso e alegou que nenhum crime havia acontecido, segundo as leis vigentes na ocasião.

Contudo, o ocorrido foi encaminhado para as autoridades escocesas que concluíram que Margaret teve uma “suposta conduta culposa e imprudente". Por sua atitude, a parlamentar foi suspensa de seu cargo e o caso gerou repercussão nas redes sociais.

"É difícil expressar minha raiva em nome do povo de todo o país, que todos os dias faz grandes sacrifícios para ajudar a derrotar a Covid. As regras aplicam-se a todos e existem para manter as pessoas seguras”, disse a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon.

Em outubro, Ferrier usou seu Twitter para emitir um pedido de desculpas, mas, não foi bem aceita.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Reino Unido registra 2.713.563  casos de infecção pelo novo coronavírus, as mortes em decorrência da doença já chegam em 75.431.

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 85.689.897 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 1.853.725 milhão de mortes, sendo mais de 190 mil delas apenas no Brasil, que está no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morrerem por complicações da Covid-19. O primeiro deles é os EUA, com mais de 353 mil.