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Parte da Coleção de obras da Imperatriz Teresa Cristina é recuperada após incêndio

Com peças datadas entre os séculos 7 a.C. e 3 d.C., o acervo foi atingido pelo fogo que se alastrou pelo Museu Nacional em 2018

Pamela Malva Publicado em 03/09/2020, às 15h31

Arqueóloga restaurando algumas das peças que foram encontradas
Arqueóloga restaurando algumas das peças que foram encontradas - Museu Nacional

Dois anos depois do incêndio que consumiu o palácio principal do Museu Nacional da UFRJ, no Rio de Janeiro, as equipes da instituição fizeram um anúncio positivo. Mesmo atingida pelo desastre, 30% da Coleção Imperatriz Teresa Cristina foi recuperada.

Antes do episódio, o acervo imperial contava com 750 obras, incluindo artefatos de bronze, objetos de cerâmica, mosaicos e afrescos. Datadas do século 7 a.C. ao 3 d.C., cerca de 100 obras foram encontradas inteiras, junto de outras em pedaços.

Segundo a arqueóloga Ângela Rabello, a recuperação foi bastante significativa. Mesmo assim, a especialista reitera que “agora, se ela [a coleção] estará em condições de ser mostrada ao público, vai depender do que pode ser restaurado”.

Um dos corredores do prédio após o incêncio e uma das peças da coleção imperial / Crédito: Museu Nacional

 

Entre as muitas peças perdidas no incêndio do dia 2 de setembro de 2018 estavam diversos afrescos encontrados em Pompeia. Ainda que isolados em vitrines de vidro, eles foram encontrados no chão, estilhaçados em pequenos fragmentos.

Para a professora Neuvânia Ghetti, que é coordenadora do Núcleo de Conservação do Resgate de Acervos do Museu Nacional, essa foi uma das maiores dificuldades da recuperação. A coleta dos afrescos foi feita com pinças e bisturis, em um trabalho bastante minucioso que buscava separar os pequenos pedaços dos escombros.

Cláudia Carvalho, a coordenadora do Núcleo de Resgate, por sua vez, afirmou que as peças mais danificadas pelo incêndio foram as de vidro, já que ficaram expostas ao calor intenso por muito tempo. Quanto ao resto do inventário do palácio, Cláudia explica que os esforços de recuperação já estão 90% concluídos.