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Notícias / Biologia

Pesquisadores localizam tartaruga-gigante desaparecida há mais de um século

Ícone das ilhas Galápagos, o animal recebeu um curioso nome feminino ao ser redescoberta por cientistas

Wallacy Ferrari Publicado em 11/06/2022, às 08h52

Imagem da tartaruga redescoberta - Divulgação/Instagram/Galapagosconservancy
Imagem da tartaruga redescoberta - Divulgação/Instagram/Galapagosconservancy

Pesquisadores publicaram, em tom de comemoração, a descoberta de uma espécie de tartaruga que acreditavam estar extinta há mais de um século, sendo localizada na ilha Fernandina, uma das que compõem as ilhas Galápagos. A última visualização da chamada "tartaruga-gigante" também havia ocorrido no local, mas foi registrada em 1906.

A publicação, feita na revista científica Communications Biology na última quinta-feira, 9, acrescentou que a descoberta ocorreu em 2019, mas só pôde ser comprovada no início de 2022, com análises que confirmaram tratar-se de uma Chelonoidis phantasticus, sequenciando o DNA de uma amostra coletada da nova tartaruga e o comparando com o DNA dos restos mortais de outra, que estava em um museu.

Devido ao local da descoberta, a fêmea viva foi carinhosamente nomeada de Fernanda, como informou o portal de notícias R7, acrescentando que elas não possuem capacidade de nado por longos períodos, mas conseguem flutuar na água e, por tal razão, podem ser levadas por ondas ou até furações para outras ilhas.

Importância do achado

Estudioso da evolução de espécies descobertas nas ilhas Galápagos há mais de quatro décadas, o professor da Universidade de Princeton Peter Grant participou ativamente da identificação do animal. Ele aponta que, inicialmente, a suposta redescoberta causou dúvidas de ecologistas, visto que o casco dela não de assemelha a uma sela, como outras unidades antes vistas.

Por muitos anos pensou-se que o espécime original coletado em 1906 havia sido transplantado para a ilha, pois era o único de seu tipo. Agora parece ser um dos poucos que estava vivo há um século", disse o professor ao jornal britânico The Mirror.

+Confira a publicação original da descoberta clicando aqui