Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Notícias / Mundo

Polícia intercepta 3 drones submarinos que faziam o envio de drogas na Espanha

Investigações buscam entender como gangue especialista na criação de veículos agia

Alan de Oliveira | sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 05/07/2022, às 12h35

Drones achados pela polícia - Divulgação/ Polícia da Espanha
Drones achados pela polícia - Divulgação/ Polícia da Espanha

Em uma investigação que durou 14 meses e rendeu 8 prisões, a polícia espanhola conseguiu interceptar na segunda-feira, 4, três drones submarinos que faziam o contrabando de drogas a partir do Marrocos e chegava pelos mares do país. As capsulas de cores neutras conseguiam armazenar até 200 quilos de drogas.

Segundo a apuração do portal UOL, a ação destruiu o esquema de uma gangue com outros integrantes não achados até o momento, sendo o caso — apreensão de um veículo subaquático que faz contrabando de drogas sem ser manuseado fisicamente — “uma coisa inédita”.

“Esses dispositivos podem permitir que traficantes transportem grandes quantidades de drogas de forma remota pelo Estreito de Gibraltar", disse a polícia em comunicado à imprensa.

Os achados durante a investigação

Dos 3 submarinos achados, apenas 1 estava completo e operando, os outros estavam passando por alguns ajustes antes de começar os trabalhos. Equipados com GPS, eles poderiam ser operados por traficantes de drogas a partir de qualquer lugar do mundo, usando um dispositivo de internet tão simples quanto um tablet.

Além dos pequenos veículos, as autoridades também apreenderam 14 kg de haxixe, 8 kg de maconha, mais de 157 mil euros (R$ 860 mil) em dinheiro e seis drones aéreos grandes.

Ainda é dito que após as primeiras investigações, foi descoberto que a quadrilha era especialista na construção de uma ampla gama de veículos aéreos, terrestres e marítimos destinados especificamente ao transporte de drogas. Por fim, os homens presos foram acusados de fornecer os dispositivos a organizações criminosas na Dinamarca, Itália, França e Espanha.