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'Seremos a geração que vai acabar com o racismo', diz neta de Martin Luther King Jr.

A jovem Renee, de 13 anos, foi até a Catedral Nacional de Washington, palco do último discurso do ativista

Wallacy Ferrari Publicado em 20/01/2022, às 09h50

Renee discursa em palanque que marcou trajetória do avô
Renee discursa em palanque que marcou trajetória do avô - Divulgação / Vídeo / G1

A neta do pastor e ativista Martin Luther King Jr. subiu no mesmo púlpito em que o avô discursou pela última vez antes de seu histórico assassinato, 53 anos depois; a jovem Yolanda Renee King, de apenas 13 anos, pautou a importância de seu progenitor na luta pelos direitos dos negros nos Estados Unidos.

Em discurso sobre racismo e democracia na Catedral Nacional de Washington feito na última terça-feira, 18 ela lembrou o legado do avô em seu palanque histórico e, curiosamente, chamou atenção por, mesmo com pouca idade, herdar o domínio das palavras do parente reconhecido por mobilizar multidões.

Não vamos dormir durante estes tempos revolucionários. Devemos estar acordados, e prontos para seguir com a luta dos que vieram antes, devemos lutar por aqueles que ainda estão por vir. [...] Eu me sinto em casa hoje, porque sou a 3ª geração da minha família a falar aqui, e seguindo uma tradição familiar, não farei um sermão comum de igreja, estarei fazendo uma chamada para a ação", disse Renee.

Discursando para crianças de um colégio local, a adolescente reconhece que sua geração poderá ser “melhor que a anterior” em pautas raciais e igualitárias: "Depois de uma pandemia que está roubando nossa infância, e uma insurreição que quase roubou nossa democracia, eu acredito que seremos a geração que vai acabar com o racismo estrutural", concluiu.