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Tailândia bloqueia aplicativo de mensagens utilizado por grupos contrários ao governo

Autoridades teriam ordenado o bloqueio do aplicativo após documento confidencial ter sido vazado e compartilhado

Giovanna Gomes Publicado em 19/10/2020, às 12h08

Manifestação em Bangcoc
Manifestação em Bangcoc - Getty Images

Alvo de protestos, autoridades tailandesas ordenaram recentemente que os provedores de internet bloqueassem o aplicativo de mensagens Telegram, utilizado por pessoas contrárias ao governo com a finalidade de organizar as manifestações recentes.

Nos últimos meses, grupos pró-democracia realizaram uma série de protestos pedindo pela renúncia do primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha, que tomou o poder por meio de um golpe em 2014. Além disso, os manifestantes pedem restrições aos poderes da monarquia. No país em que críticas ao monarca são proibidas, ao menos 80 pessoas foram presas desde terça-feira.

O documento que bloqueia o Telegram foi produzido pelo ministério da economia digital da Tailândia e enviado à Comissão Nacional de Radiodifusão e Telecomunicações.

Nele, é afirmado que "o Ministério da Economia e Sociedade Digital está buscando sua cooperação para informar os Provedores de Serviços de Internet e todas as operadoras de rede móvel para suspender o uso do aplicativo Telegram".

Além disso, a polícia também ameaçou fechar quatro agências de notícias, as quais teriam violado um decreto para encerrar os protestos. No entanto, as manifestações tornaram a ocorrer nesta segunda-feira, 19, em Bangcoc e em várias outras regiões do país.