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“Tomar a vacina é necessário para nós e para os outros”: Sobrevivente de Auschwitz apela por vacinação

Sami Modiano, de 90 anos, foi vacinado contra o novo coronavírus ontem, 18

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 19/01/2021, às 07h00

Imagem ilustrativa de pessoa sendo vacinada com injeção no braço
Imagem ilustrativa de pessoa sendo vacinada com injeção no braço - Pixabay

Sami Modiano, de 90 anos, foi um dos últimos italianos que conseguiram sobreviver ao campo de concentração de Auschwitz, mantido pelos nazistas alemães. Ontem, 18, ele foi vacinado contra a covid-19, e pede que todas as pessoas passem pelo mesmo processo. As informações são do UOL.

“A vida nos coloca frente a desafios inesperados e frequentemente muito duros. Mas temos dentro de nós a força para superá-los", afirmou Modiano. O italiano passou pouco menos de seis meses em Auschwitz e apenas sobreviveu porque seu pai desviou-o da fila com destino à câmara de gás.

Sobrevivendo ao campo de extermínio e ao novo coronavírus, ele afirma: "Sou grato aos médicos e enfermeiros que me vacinaram”. Ele disse que ficou "impressionado com tanta gentileza". 

Mas Modiano também fez um apelo para que todas as pessoas participassem da importante campanha de imunização: “Tomar a vacina é necessário para nós e para os outros, especialmente nessa idade". 

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o México registra 1.641.428 de pessoas infectadas, as mortes em decorrência da doença já chegam em 140.704 no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 95.077.677 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2.031.599 milhão de mortes, sendo mais de 209 mil delas apenas no Brasil, que está no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morrerem por complicações da Covid-19. O primeiro deles é os EUA, com mais de 397 mil.