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Valioso anel romano desenterrado na década de 90 ganha nova datação

Uma nova pesquisa apontou que a joia estava errada em cerca de 250 anos

Alana Sousa Publicado em 14/01/2021, às 08h00

Detalhe da imagem da gema romana datada erroneamente
Detalhe da imagem da gema romana datada erroneamente - Divulgação/Douglas Atfield

Uma gema romana, nomeada de “entalhe”, desenterrada em 1995 no Parque Arqueológico de Gosbecks, em Colchester, Inglaterra, foi datada erroneamente. É o que aponta uma nova pesquisa no banco de dados de dois importantes museus da região — o Colchester e o Ipswich.

Agora, o especialista Martin Henig revelou que o item pertence aos séculos 1 a.C. e 2 a.C., tendo assim entre 150 e 250 anos a mais do que antes pensado. A revelação vem em momento crítico: a relíquia irá em breve para uma exposição no castelo de Colchester, apesar de estar disponível de maneira gratuita online.

Imagem completa da gema / Crédito: Divulgação

 

A incrível pedra vermelha pode ter sido parte da coleção de uma figura influente que embarcou para a Grã-Bretanha há milhares de anos. A gema que era usada para selar documentos e cartas tem a figura do deus da guerra, Marte, estampada.

“Marte era, talvez não sem surpresa, uma divindade popular entre os militares romanos e este anel pode ter chegado à Grã-Bretanha pelo dedo de um legionário, tendo sido transmitido por gerações de sua família”, explicou o curador sênior do Colchester and Ipswich Museums Service, Glynn Davis. “A data revisada do anel fornece a alternativa atraente de que ele pertencia a um influente britânico da Idade do Ferro, talvez um chefe de alta patente”, finalizou.

A responsável pelo portfólio de cultura do Conselho de Borough de Colchester, Julie Young também comentou sobre a nova datação do anel: “Este objeto incrível oferece um vislumbre fascinante de nosso passado histórico. Ter um item tão precioso na coleção do Museu, que agora pode ser datado tão antigo quanto à República Romana, é simplesmente incrível”.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.  


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