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40 anos isolada em uma ilha remota: a inacreditável história de Zoe Lucas

A naturalista decidiu por conta própria seguir um estilo de vida diferente, junto à natureza e aos animais

Penélope Coelho Publicado em 23/07/2020, às 12h21

Zoe Lucas
Zoe Lucas - Divulgação / Mail Online

A Ilha Sable é uma pequena região localizada na Costa do Canadá. O local é conhecido por seu difícil acesso e por seu tamanho consideravelmente estreito, tem apenas 42 quilômetros de comprimento por 1 quilômetro e meio de largura.

Sable é um local remoto e dificilmente seria escolhido para se tornar uma morada, se não fosse pela história de Zoe Lucas. A mulher visitou o local pela primeira vez no início da década de 1970 e ficou prontamente apaixonada. Zoe nunca se esqueceu da ilha e manteve em seu coração a vontade de voltar.

Decisão

Ilha Sable vista do espaço, imagem capturada em Abril de 1994 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Motivada pela presença dos mais de 400 cavalos que viu na ilha em sua primeira visita, a mulher não demorou muito para tomar a decisão de retornar ao local, mas, dessa vez para ficar.

De acordo com a entrevista que Lucas cedeu ao jornal Daily Mail em 2017, sua adaptação não aconteceu de maneira imediata. Em 1971, ela arrumou um emprego como cozinheira para ajudar em um projeto de pesquisa que acontecia na região.

Depois, a mulher conseguiu participar de um programa de recuperação em Sable, até estar apta para se fixar no local. Desde aquela época, a naturalista passa todo seu tempo na companhia de animais como: focas, cavalos e pássaros, estudando a ecologia do local. Mas, afinal de contas, como ela consegue viver ali?

Estratégias

A ilha não tem um fácil acesso, só é possível chegar ao local de barco ou de avião fretado. A região canadense mais próxima fica a cerca de 175 quilômetros de distância. Para conseguir se manter, Zoe conta com a ajuda externa e os suprimentos são enviados à ela a cada duas semanas.

Lucas afirma que para sobreviver, além da alimentação, ela só precisa de alguns elementos especiais, como por exemplo: um bloco de anotações e um binóculo para conseguir observar a vida selvagem.

Mesmo sendo a única pessoa que reside no local, a pesquisadora afirma que não se sente sozinha. Ela pode se planejar para sair da ilha e visitar seus parentes em terra firme quando quiser, mas, a solidão não permanece por outro motivo: os cavalos.

Os animais são seu maior motivo de distração, a naturalista passa boa parte de seu tempo observando e fazendo anotações sobre os bichos. Ela costuma coletar o crânio dos cavalos que morrem a fim de estudar suas origens, peculiaridades e adaptação na ilha.

Acredita-se que os animais foram parar em Sable no início do século 18, quando uma tentativa falha de inserção humana ocorreu naquela região e os bichos acabaram ficando para trás.

Propriedade localizada na ilha que atualmente é usada como uma estação meteorológica / Crédito: Divulgação / Mail Online

 

Zoe informou ao Daily Mail que morava em uma casa que um dia havia sido uma estação de salvamento e que teria ficado abandonada. A moradia foi feita de madeira e fica em cima de pequenas dunas de areia. A residência foi construída na década de 1940, pelo Serviço Meteorológico do Canadá e agora se tornou uma espécie de Parque Nacional.

A ilha também ficou famosa pelas 300 embarcações que foram naufragadas em seus arredores ao longo dos anos — o que rendeu ao local o apelido de Cemitério do Atlântico, nada disso conseguiu colocar medo na pesquisadora, pelo contrário.

A região da ilha costuma passar por uma névoa densa durante 125 dias do ano. Mesmo assim, apesar do clima difícil e dos naufrágios, Zoe — que atualmente tem 70 anos — afirmou ao jornal que tem vontade de passar o resto de seus dias em Sable.


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